Masculino, feminino ou neutro? A prática tradutória e as questões de gênero
DOI:
https://doi.org/10.26512/rhla.v18i1.25016Palabras clave:
Tradução, Gênero, Estrutura das Línguas, Inglês, PortuguêsResumen
A atividade tradutória existe desde os primórdios das civilizações e, nessa prática, os tradutores sempre enfrentaram situações adversas no campo da tomada de decisão. As escolhas feitas por esses profissionais, seja no momento da tradução de simples textos, seja durante a produção de versões de documentos oficiais, são fundamentais nos processos de comunicação humana. Com a ascensão de movimentos sociais que emergiram a partir da década de 1960 e que, grosso modo, questionam a perspectiva binária da sexualidade humana, o tradutor enfrenta percalços no tocante à tradução de denominações relativas a gênero nas línguas. Este artigo parte do pressuposto que, em muitas línguas (como no português), o sexo biológico não fundamenta o escopo do gênero como uma categoria linguística; já, em outras (como o inglês), o sexo é fator predominante na sua marcação. Nesse contexto, tem-se como objetivo levantar pontos de vista sobre as dificuldades existentes na tradução de textos de língua inglesa para portuguesa (ou vice-versa) no que tange a problemática de gênero. Valendo-se de uma metodologia exploratória-comparativa e de um arcabouço teórico fundamentado em teorias sobre tradução e relativas a gênero, espera-se que este texto forneça subsídios para aqueles que se lançam aos desafios da prática tradutória.
Descargas
Citas
ARROJO, Rosemary. Oficina de tradução: a teoria na prática. 4. ed. São Paulo: Ática, 2000.
CÂMARA Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. São Paulo: Vozes, 2004.
CAMPOS, Geir. O que é tradução. São Paulo: Brasiliense S.A., 1986.
CARVALHO, Daniel. O traço de gênero na morfossintaxe do português. Delta, São Paulo, v. 34, n. 2, p. 635-660, jun. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502018000200635&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 20 maio 2019.
DELISLE, Jean; WOODSWORTH, Judith. Os tradutores na história. Tradução Sérgio Bath. São Paulo: Ática, 1998.
DEMBROFF, Robin; WODAK, Daniel. He/She/They/Ze. Ergo, v. 5, n. 14, p. 371-406, 2018. Disponível em: <https://philpapers.org/archive/DEMH-3.pdf>. Acesso em: 20 maio. 2019.
ERVIN, Susan M. The connotations of gender. Word, Londres, v. 61, p. 249-261, dez. 2015. Disponível em: <https://www.tandfonline.com/loi/rwrd20?close=61&year=2015&repitition=0#vol_61_2015>. Acesso em: 20 maio 2019.
GASTIL, John. Generic pronouns and sexist language: the oxymoronic character of masculine generics. Sex roles, v. 23, p. 629-643, dez. 1990. Disponível em: < https://link.springer.com/article/10.1007%2FBF00289252#citeas>. Acesso em: 20 maio 2019.
HEILBORN, Maria Luiza. De que gênero estamos falando?. Sexualidade, Gênero e Sociedade, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 1-8. Disponível em: < http://www.clam.org.br/bibliotecadigital/uploads/publicacoes/de%20que%20genero%20estamos%20falando.pdf>. Acesso em: 20 maio 2019.
KAROUBI, Behrouz. Gender and translation. In: Zainurrahman (Ed.). The theories of translation: from history to procedures. E-book. 2009. p. 65-75. Disponível em: <https://www.academia.edu/6271538/The_Theories_of_Translation_From_History_to_Procedures>. Acesso em: 20 maio 2019.
KOLODNY, Rossana Saute. Marcação de gênero e classe temática em português e em francês. 2016. 64 f. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Letras) ”“ Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.
LEECH, Geoffrey; SVARTVIK, Jan. A communicative grammar of English. Singapore: Longman Group Limited, 1992.
MISKOLCI, Richard. Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
MITTMANN, Solange. Notas do tradutor e processo tradutório: análise sob o ponto de vista discursivo. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003.
PETTERSSON, Barbara Gawrońska. In: SCHAB, Sylvia; SKRZYPEK, Dominika; ZBOROWSKI, Piotr (Eds.). Folia scandinavica posnaniensia. v. 12. Poznań: Adam Mickiewicz University Press, 2011. p. 57-70.
THOMPSON, A. J.; MARTINET, A. V. A practical English grammar. 2. ed. Aylesbury: Oxford University Press, 1969.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2019 Revista Horizontes de Linguistica Aplicada

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Los artículos publicados por la Revista Horizontes de Linguística Aplicada están licenciados bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0 Internacional.
Al publicar en Horizontes de Linguística Aplicada, los autores aceptan la transferencia de los derechos de autor patrimoniales a la revista. Los autores mantienen sus derechos morales, incluido el reconocimiento de la autoría.
Autores y lectores son libres de:
Compartir — copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato
Bajo los siguientes términos:
- Atribución — Usted debe dar crédito de manera adecuada , brindar un enlace a la licencia, e indicar si se han realizado cambios . Puede hacerlo en cualquier forma razonable, pero no de forma tal que sugiera que usted o su uso tienen el apoyo de la licenciante.
- NoComercial — Usted no puede hacer uso del material con propósitos comerciales .
- SinDerivadas — Si remezcla, transforma o crea a partir del material, no podrá distribuir el material modificado.
- No hay restricciones adicionales — No puede aplicar términos legales ni medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otras a hacer cualquier uso permitido por la licencia.
