Por uma sociedade menos injusta: experiências com a Educação Física cultural

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc28202240779

Palavras-chave:

Currículo, Educação Física, Justiça social

Resumo

A mazela da desigualdade social desafia a sociedade como um todo e a educação em específico. No caso da Educação Física, a perspectiva curricular cultural se autoproclama comprometida com o combate à injustiça social. Com o objetivo de verificar a efetividade dessa proposta, o presente artigo analisa relatos de experiências. Conclui que os docentes que colocam o currículo cultural em ação tematizam práticas corporais do repertório de grupos diversos sem hierarquizar conhecimentos. Essa “ecologia de saberes” se mostra potente na formação de sujeitos solidários, ponto de partida para a construção de uma sociedade menos injusta.

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Biografia do Autor

Marcos Garcia Neira, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) (2002). Professor Titular da Faculdade de Educação da USP. Membro do Grupo de Pesquisas em Educação Física escolar. E-mail: mgneira@usp.br

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Publicado

21.03.2022

Como Citar

Neira, M. G. (2022). Por uma sociedade menos injusta: experiências com a Educação Física cultural. Linhas Crí­ticas, 28, e40779. https://doi.org/10.26512/lc28202240779