Vulnerabilidade social e performatividade: motivações da escolha das escolas militarizadas no Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.26512/lc29202345897Palavras-chave:
Escolas militarizadas, Escolas tradicionais, Vulnerabilidade social, PerformatividadeResumo
O presente artigo analisou os motivos que levam as Redes Públicas de Ensino do Maranhão a firmarem parcerias com o Corpo de Bombeiros e com a Polícia Militar, possibilitando que eles assumam a gestão administrativa de algumas de suas escolas. Os procedimentos metodológicos adotados foram a análise documental e a realização de entrevistas semiestruturadas. No contexto investigado, a militarização se deu a partir da interface entre educação, vulnerabilidade social e performatividade, sem uma discussão e problematização das desigualdades sociais e do caráter público da escola, que é profundamente alterado.
Downloads
Referências
Abramovay, M., Castro M. G., Pinheiro L. C., Lima F. S., & Martinelli C. C. (2002). Juventude, violência e vulnerabilidade social na América Latina: desafios para políticas públicas. UNESCO, BID.
Bauman, Z. (2017). Retrotopia (1. ed.). Zahar.
Beck, U. (1997). A reinvenção da política: rumo a uma teoria da modernização reflexiva. Em A. Giddens, U. Beck, & S. Lash. Modernização reflexiva: política, tradição e estética na ordem social moderna (pp. 11-72). UNESP.
Beck, U. (2010). Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. 34 Ltda.
Brasil. (2019). Decreto nº 10.004, de 5 de setembro de 2019 (Institui o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares). Presidência da República. Secretaria-Geral. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10004.htm
Brasil. (2022). Escolas Cívico-Militares. Ministério da Educação. https://escolacivicomilitar.mec.gov.br/images/pdf/Escolas_Pecim_ed.pdf
Brown, W. (2019). Nas ruínas do neoliberalismo: ascensão da política antidemocrática no ocidente. Filosófica Politeia.
Campello, T., & Neri, M. C. (2013). Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania. Ipea.
Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Unidade I. (2018a). Regimento Interno dos Colégios Militares do Corpo de Bombeiros. São Luís. Documento interno da instituição.
Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Unidade I. (2018b). Regulamento Disciplinar. São Luís. Documento interno da instituição.
Colégio Militar Tiradentes Unidade I. (2019). Projeto Político-Pedagógico. São Luís.
Dardot, P., & Laval C. (2016). A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. Boitempo.
Germann, C. B., & Medeiros, M. R. A. (2022). Programa Bolsa Família, Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil: a pobreza como foco. Brazilian Journal of Development, 8(6), 47473-47481. https://doi.org/10.34117/10.34117/bjdv8n6-310
Laval, C. (2019). A escola não é uma empresa: o neoliberalismo em ataque ao ensino público. Boitempo.
Lima, I. G. de, & Hypolito, Á. M. (2019). A expansão do neoconservadorismo na educação brasileira. Educação e Pesquisa, 45, e190901. http://doi.org/10.1590/S1678-463420194519091
Maranhão. (2017). Lei n.º 10.664 de 28 de agosto de 2017 (Dispõe sobre a normalização, estruturação e o funcionamento dos Colégios Militares Tiradentes, criação da Unidade V, em Timon, regulamentação da Unidade IV, em Caxias e dá outras providências). Governo do Estado do Maranhão.
Martí, J. B. (2006). La vulnerabilidad relacional: análisis del fenómeno y pautas de intervención. REDES – Revista Hispana para el Análisis de Redes Sociales, 11(4). http://revista-redes.rediris.es/pdf-vol11/Vol11_4.pdf
Martuccelli, D. (2017). Semánticas históricas de la vulnerabilidad. Revista Estudios Sociales, 59, 125-133. https://doi.org/10.7440/res59.2017.10
Miller, P., & Rose, N. (2012). Governando o presente: gerenciamento da vida econômica, social e pessoal. Paulus.
Monteiro, S. R. da R. P. (2011). O marco conceitual da vulnerabilidade social. Sociedade em Debate, 17(2), 29-40.
Sena, H. C. de O. (2021). Escolas militarizadas no Maranhão: um estudo sobre a parceria entre corporações militares e redes públicas de ensino. [Dissertação de Mestrado, Universidade do Vale do Rio dos Sinos]. Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos. http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9733
Silveira, R. M. H. (2002). A entrevista na pesquisa em educação – uma arena de significados. Em M. V. Costa. Caminhos investigativos II: outros modos de pensar e fazer pesquisa em educação (pp. 119-142). DP&A.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Hélio Cleidilson de Oliveira Sena, Viviane Klaus

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Todas as publicações da revista Linhas Críticas serão licenciadas sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que qualquer pessoa tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
As pessoas autoras não podem revogar estes direitos desde que sejam respeitados os termos da licença.
Conforme os termos:
Atribuição — as pessoas leitoras devem atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença, e indicar se foram feitas alterações. As pessoas leitoras podem fazê-lo de qualquer forma razoável, mas não de uma forma que sugira que o licenciante o apoia ou aprova o seu uso.
Sem restrições adicionais — as pessoas autoras não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Autores/as que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Pessoas autoras mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Pessoas autoras têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Pessoas autoras têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais, repositórios préprint ou na sua página pessoal) qualquer ponto antes do envio da versão final do artigo à revista, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
