Educação e trabalho em famílias de ex-metalúrgicos(as)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.36527

Palavras-chave:

Sindicalismo, Educação, Socialização, Trabalho, Famílias

Resumo

A proposta deste artigo é analisar como a militância sindical e a experiência de trabalho de metalúrgicos(as) foram constituintes de processos de aprendizagem e se converteram em expectativas de educação formal para os(as) filhos(as). As entrevistas foram feitas com mulheres e homens metalúrgicos, seus filhos e filhas, da região do ABC Paulista, que participaram do ciclo de greves de fins da década de 1970. A partir de suas memórias, podemos mostrar como as trajetórias de militância e trabalho fornecem indícios para compreender as influências nos investimentos educacionais dos filhos e filhas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jaime Santos Junior, Universidade Federal do Paraná, Brasil

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2014). Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná. E-mail: jaimesjr@ufpr.br

Marilda Aparecida de Menezes, Universidade Federal do ABC, Brasil

PhD pela University of Manchester (1997). Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do ABC. E-mail: menezesmarilda@gmail.com

Referências

Archer, M. (2003). Structure, agency and the internal conversation. Cambridge University Press.

Beaud, S., & Pialoux, M. (2009). Retorno à condição operária: investigação em fábricas da Peugeot na França. Boitempo.

Boltanski, L., & Thévenot, L. (1991). De la Justification: les économies de la grandeur. Éditions Gallimard.

Bourdieu, P. (1977). Outline of a theory of practice. Cambridge University Press.

Brasil. (2001). Lei 10.260 de 12 de julho de 2001 (Dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao estudante do Ensino Superior e dá outras providências). Presidência da República. Casa Civil. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10260compilado.htm

Brasil. (2005). Lei 11.096 de 13 de janeiro de 2005 (Institui o Programa Universidade para Todos - PROUNI, regula a atuação de entidades beneficentes de assistência social no ensino superior; altera a Lei nº 10.891, de 9 de julho de 2004, e dá outras providências). Presidência da República. Casa Civil. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11096.htm

Brasil. (2007). Decreto 6.096 de 24 de abril de 2007 (Institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI). Presidência da República. Casa Civil. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6096.htm

Comin, A. A., & Barbosa, R. J. (2011). Trabalhar para estudar: sobre a pertinência da noção de transição escola-trabalho no Brasil. Novos estudos CEBRAP, (91), 75-95. https://doi.org/10.1590/S0101-33002011000300004

Comin, A. A. (2015). Desenvolvimento econômico e desigualdades no Brasil: 1960-2010. Em M. Arretche (Org.). Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos (pp. 367-394). Unesp; CEM.

Durham, E. (1973). A caminho da cidade: a vida rural e a emigração para São Paulo. Perspectiva.

Gallie, D. (1991). Patterns of Skill Change: Upskilling, Deskilling or the Polarization of Skills? Work, Employment and Society, 5(3), 319-351. https://doi.org/10.1177/0950017091005003002

Guimarães, N. A. (2001). Laboriosas mas redundantes: gênero e mobilidade no trabalho no Brasil dos 90. Revista Estudos Feministas, 9(1), 82-102. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2001000100005

Guimarães, N. A., Barone, L. S., & Brito, M. M. A. de. (2015). Mercado e mercantilização do trabalho. Em M. Arretche (Org.). Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos (pp. 395-422). Unesp; CEM.

Humphrey, J. (1983). Sindicato: um mundo masculino. Novos Estudos Cebrap, 2(1), 47-52. http://novosestudos.com.br/produto/edicao-05/#58d42a566b05b

Koselleck, R. (2004). Futures past: on the semantics of historical time. Columbia University Press.

Lahire, B. (1997). Sucesso escolar nos meios populares: as razões do improvável. Ática.

Lahire, B. (2001). O Homem Plural. As molas da acção. Instituto Piaget.

Menezes, M. (2019). A migração Nordeste-São Paulo e a memória dos trabalhadores do ABC Paulista. Em J. S. Leite Lopes, & B. A. Heredia. Trabalhadores Urbanos, trabalhadores rurais: história e perspectivas (pp. 115-138). UFRJ.

Negro, A. L. (2004). Linhas de Montagem: o industrialismo nacional-desenvolvimentista e a sindicalização dos trabalhadores. Boitempo.

Paranhos, K. R. (2005). Teatro e trabalhadores: textos, cenas e formas de agitação no ABC paulista. Artcultura, 7(11), 101-115. http://www.seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/1391/1259

Piscitelli, A. (2005). Tradição oral, memória e gênero: um comentário metodológico. Cadernos Pagu, (1), 150-200. https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1683/1666

Ribeiro, C. C., Ceneviva, R., & Brito, M. M. A. de. (2015). Estratificação educacional entre jovens no Brasil entre 1960 e 2010. Em M. Arretche (Org.). Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos (pp. 79-108). Unesp; CEM.

Ricoeur, P. (1991). O si-mesmo como um outro. Papirus.

Rosenthal, G. (2014). História de vida vivenciada e história de vida narrada: A interrelação entre experiência, recordar e narrar. Civitas - Revista De Ciências Sociais, 14(2), 227-249. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2014.2.17116

Santos Junior, J., & Menezes, M. A. de. (2019). À margem da história? Mulheres metalúrgicas e a memória das greves do ABC (1978–1983). Em J. S. Leite Lopes, & B. A. Heredia (orgs.). Movimentos cruzados, histórias específicas (pp. 227-266). UFRJ.

Santos Junior, J., & Menezes, M. A. de. (2021). Histórias de mulheres militantes na perspectiva dos(as) filhos(as): (Des)Engajamentos Políticos. Educação & Sociedade, 42, 1-17. https://doi.org/10.1590/es.240824

Silva, M. G. V., & Tomizaki, K. A. (2016). O sonho de ser metalúrgico: dimensões da vivência juvenil no ABC Paulista. Linhas Críticas, 22(47), 86-109. https://doi.org/10.26512/lc.v22i47.4783

Singer, P. (1971). Força de trabalho e emprego no Brasil, 1920-1969. Cadernos Cebrap, (3). http://bibliotecavirtual.cebrap.org.br/?r=acervos/busca&keyword=s&Acervos_page=6

Souza-Lobo, E. (2011). A classe operária tem dois sexos: trabalho, dominação e resistência. Perseu Abramo.

Sposito, M. P. (2003). Uma perspectiva não escolar no estudo sociológico da escola. Revista USP, (57), 210-226. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i57p210-226

Tomizaki, K. (2006). A herança operária entre a fábrica e a escola. Tempo Social, 18(1), 153-171. https://doi.org/10.1590/S0103-20702006000100009

Tomizaki, K. (2008). Socializar para o trabalho operário: o Senai-Mercedes-Benz. Tempo Social, 20(1), 69-94. https://doi.org/10.1590/S0103-20702008000100004

Valle Silva, N. (2003). Expansão escolar e estratificação educacional no Brasil. Em N. Valle Silva, & C. Hasenbalg (Org.). Origens e destinos: desigualdades sociais ao longo da vida (pp. 105-146). Topbooks.

Downloads

Arquivos adicionais

Publicado

05.04.2021

Como Citar

Santos Junior, J., & de Menezes, M. A. (2021). Educação e trabalho em famílias de ex-metalúrgicos(as). Linhas Críticas, 27, 1–19. https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.36527

Edição

Seção

Dossiê: As dimensões educativas da luta