Amálgamas entre o ensino de geografia e o protagonismo juvenil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.36134

Palavras-chave:

Juventudes, Protagonismo juvenil, Ensino médio, Ensino de geografia

Resumo

O artigo objetiva reconhecer se o ensino de geografia no ensino médio pode auxiliar no desenvolvimento do protagonismo juvenil. A investigação se baseou em levantamentos documentais e bibliográficos e envolveu uma pesquisa de campo, com a aplicação de questionários a alunos do ensino médio de escolas públicas. Os resultados revelaram que o ensino de geografia propôs reflexões e se aproximou das vivências dos estudantes, o que lhes permitiu (re)pensá-las. A análise indicou que os conceitos abordados apoiaram o reconhecimento, a compreensão e/ou a resolução de questões cotidianas e a capacidade crítico-reflexiva dos estudantes, permitindo considerar que potencializaram o protagonismo juvenil.

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Biografia do Autor

Aloysio Marthins de Araujo Junior, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Doutor em Ciências Humanas (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2003). Professor Associado do Departamento de Metodologia de Ensino, do Centro de Ciências da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Geografia, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ensino de Geografia (CED/CFH). Email: aloysio.junior@ufsc.br

Maria Fernanda Diogo, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Doutora em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012). Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora do Laboratório de Psicologia Escolar e Educacional (LAPEE/CFH/UFSC) e do grupo do Grupo de Estudos Trabalho e Conhecimento na Educação Superior (TRACES/CED/UFSC). E-mail: maria.fernanda.diogo@ufsc.br

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Publicado

25.03.2021

Como Citar

Marthins de Araujo Junior, A., & Diogo, M. F. (2021). Amálgamas entre o ensino de geografia e o protagonismo juvenil. Linhas Críticas, 27, 1–20. https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.36134