Histórias de vida e ancestralidades afro-pindorâmicas em foco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.35239

Palavras-chave:

Narrativas autobiográficas, Pluralidade epistemológica, Currículo diversificado, Currículo intercultural, Educação para as relações étnico-raciais

Resumo

Este ensaio aborda as histórias de vida como caminho de construção da educação como prática da liberdade. Parte de situações vivenciadas em 2019 e 2020 nas comunidades da sala de aula junto a estudantes majoritariamente negros em cursos de agropecuária e agroecologia da rede federal de ensino. A circularidade e a temporalidade cíclica, organizadoras de experiências coletivas afro-pindorâmicas, são referências conceituais que alumbram o fazer pedagógico. A análise revela as histórias de vida como percurso para conectar memórias, ancestralidades e processos de ensino-aprendizagem, de modo a se pensar a descolonização dos sujeitos e do saber - principal objetivo das vivências realizadas.

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Biografia do Autor

Paula Balduino, Instituto Federal de Brasília, Brasil

Doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (2015). Professora do Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina. Coordenadora do Núcleo de Estudos em Agroecologia NEA Candombá. Integra o Laboratório de Antropologias da T/terra e a Rede Experiência, Narrativas e Pedagogias da Resistência. E-mail: paula.balduino@ifb.edu.br

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Publicado

25.03.2021

Como Citar

Balduino de Melo, P. (2021). Histórias de vida e ancestralidades afro-pindorâmicas em foco. Linhas Críticas, 27, 1–19. https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.35239