Mulher, educação e movimento sindical no Brasil

reflexões interseccionais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.34726

Palavras-chave:

Educação, Sindicalismo, Interseccionalidade

Resumo

Este artigo traz reflexões oriundas de pesquisa de mestrado em andamento e apresenta reflexões interseccionais sobre a conquista de espaço das representações sindicais femininas. Visa analisar as lutas feministas no movimento sindical nacional, tendo como guia a educação como fator central na agenda sindical. Baseia-se em pesquisa qualitativa explicativa, organizada pelo procedimento de revisão bibliográfica. Evidencia que múltiplas opressões, interseccionadas, constituem desafios para a representação feminina na luta sindical, podendo, entretanto, ser enfrentadas através da educação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carolina Bessa Ferreira de Oliveira, Universidade Federal do Sul da Bahia, Brasil

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (2017). Professora Adjunta na Universidade Federal do Sul da Bahia. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Desigualdades e Efetividades de Políticas Públicas para Direitos Sociais (Gepedese). E-mail: carolinabessa@gfe.ufsb.edu.br

Gilene Pinheiro da Silva Mendes, Universidade Federal do Sul da Bahia, Brasil

Mestranda no Programa de Pós Graduação em Ensino e relações étnico-raciais (PPGER) pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Integrante do Grupo de Pesquisa Desigualdades e Efetividades de Políticas Públicas para Direitos Sociais (Gepedese). Secretária de Combate ao Racismo na Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT/Bahia). Membro fundadora do 8M Porto Seguro Bahia - Agenda Comum do Feminismo na América Latina. Email: gilene.pinheiro@gmail.com

Referências

Almeida, S. (2019). Racismo estrutural. Pólen.

Alves, J. E. D. (1999). A participação da mulher na ANDES-SN. Universidade e Sociedade, 96-102.

Antunes, R., & Silva, J.B.D. (2015). Para onde foram os sindicatos? Do sindicalismo de confronto ao sindicalismo negocial. Caderno CRH, 28(75), 511-527. http://doi.org/10.1590/S0103-49792015000300005

Araújo, A. M. C., & Ferreira, V. C. (1998). Construindo um espaço: a participação das mulheres no movimento sindical (1978-1988). Revista de Sociologia e Política, (10-11), 55-81. https://revistas.ufpr.br/rsp/article/view/39277/24096

Baquero, M. (2008). Democracia formal, cultura política informal e capital social no Brasil. Opinião Pública, 14(2), 380-413. https://doi.org/10.1590/S0104-62762008000200005

Batista, J. (2016, agosto 2). 30 anos de Política de Gênero: a história de luta das mulheres no movimento sindical. Central Única dos Trabalhadores. https://www.cut.org.br/artigos/30-anos-de-politica-de-genero-a-historia-de-luta-das-mulheres-no-movimento-sindi-c55e#:~:text=A%20formaliza%C3%A7%C3%A3o%20da%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20das,na%20sociedade%20e%20no%20movimento

Bertolin, P. T. M. (2012). Ausentes ou invisíveis? A participação das mulheres nos sindicatos. Caderno espaco feminino, 25(1), 22-55. http://www.seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/13656

Bobbio, N. (1992). A era dos direitos. Campus.

Braga, R., & Santana, M. A. (2009). O pêndulo oscilante ”“ sociologia do trabalho e movimento sindical no Brasil. Caderno CRH, 22(56), 297-309.

https://doi.org/10.1590/S0103-49792009000200007

Cappellin, P. (1994). Viver o Sindicalismo no Feminino. Revista Estudos Feministas, 271-290. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16110/14824

Castro, M. (1995). Gênero e Poder no Espaço Sindical. Revista Estudos Feministas, 3(1), 29-51. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16913/15475

Central Única dos Trabalhadores (CUT). (s.d.). Breve Histórico. https://www.cut.org.br/conteudo/breve-historico

Costa, A. D. O., Barroso, C., & Sarti, C. (1985). Pesquisa sobre mulher no Brasil ”“ do limbo ao gueto? Cadernos de Pesquisa, (54), 5-15. http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/1389/1389

Crenshaw, K. (1989) Demarginalizing the Intersection of Race and Sex: A Black Feminist Critique of Antidiscrimination Doctrine, Feminist Theory and Antiracist Politics, University of Chicago Legal Forum, 139-167. https://chicagounbound.uchicago.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1052&context=uclf

Cury, C. R. J. (2002). Direito à educação: direito à igualdade, direito à diferença. Cadernos de Pesquisa, (116), 245-262. https://doi.org/10.1590/S0100-15742002000200010

Delgado, M. (1996). Mais Mulheres na Direção da CUT. Revista Estudos Feministas, 4(1), 138-147. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16663/15232

Fausto, B. (2006). História Concisa do Brasil. Edusp.

Ferreira, F. D. (2017). Ilustrando o novo sindicalismo: Charges da Folha de São Paulo no período de greves no ABC Paulista (Maio de 1978). Revista Discente Ofícios de Clio, 2(2), 25. https://doi.org/10.15210/clio.v2i2.12925

Ferreira, M. O. V., Orsato, A., Santos, L. P. D., & Coronel, M. C. V. K. (2018). Abordagem das desigualdades de gênero e diversidade sexual em sindicatos de trabalhadoras/es em educação: o caso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, 99(252), 404-428. https://doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.99i252.3398

Galter, M. I., & Favoreto, A. (2020). John Dewey: um clássico da educação para a democracia. Linhas Críticas, 26, 1-15. https://periodicos.unb.br/index.php/linhascriticas/article/download/28281/27067/81134

Geroleti L. C. (2019). Mulheres nas lutas sindicais: uma análise a partir do novo sindicalismo e das bancárias (1978-1985). Em C. S. Wolff, J. Zandoná, & S. C. D. Mello (Orgs.). Mulheres de luta: feminismo e esquerdas no Brasil (1964-1985) (pp. 99-120). Appris. https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/201257/Cristina%20Wolff%20e%20Jair%20Zandon%C3%A1_com%20capa.pdf?sequence=6

Goldberg, A. (1989). Feminismo no Brasil contemporâneo: o percurso intelectual de um ideário político. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, 28, 42-70. https://www.anpocs.com/index.php/bib-pt/bib-28/409-feminismo-no-brasil-contemporaneo-o-percurso-intelectual-de-um-ideario-politico/file

Gonzalez, L. (1980). Racismo e sexismo na sociedade brasileira. Apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Temas e Problemas da População Negra no Brasil”, IV Encontro Anual da Associação Brasileira de Pós-graduação e Pesquisa nas Ciências Sociais, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Guimarães-Silva, P., & Pilar, O. (2020). A potencialidade do conceito de interseccionalidade. Em C. P. L. Mesquita, J. T. Esteves & N. Lipovetsky (Org.). Feminismo & Dívida (pp. 53-70). La Città del Sole. https://www.academia.edu/44638404/A_potencialidade_do_conceito_de_interseccionalidade

hooks, b. (2019). Teoria feminista: da margem ao centro. Perspectiva.

hooks, b. (2020). Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. Elefante.

Inácio, J. R. (2007). Sindicalismo no Brasil. Crisálida.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2018). Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil. Estudos e Pesquisas Informação Demográfica e Socioeconômica, 38. https://sinapse.gife.org.br/dlm_file/estatisticas-de-genero-indicadores-sociais-das-mulheres-no-brasil/

Kanan, A. P. (2010). Poder e liderança de mulheres nas organizações de trabalho. Organizações & Sociedade, 17(53), 243-257. https://doi.org/10.1590/S1984-92302010000200001

Leone, E. T., & Teixeira, M. O. (2010). As mulheres no mercado de trabalho e na organização sindical. Anais do XVII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, Caxambu, Minas Gerais, Brasil. http://www.abep.org.br/~abeporgb/publicacoes/index.php/anais/article/download/2289/2243

Lobo, E. S. (1991). A classe operária tem dois sexos ”“ trabalho, dominação e resistência. Brasiliense.

Natusch, I. (2020). 16 de maio de 1899: nasce Almerinda Farias Gama, pioneira na presença de mulheres negras no sindicalismo e na política brasileira. Democracia e Mundo do Trabalho em Debate. http://www.dmtemdebate.com.br/16-de-maio-de-1899-nasce-almerinda-farias-gama-pioneira-na-presenca-de-mulheres-negras-no-sindicalismo-e-na-politica-brasileira/

Nobre, J. A., & Mendonça, S. (2016). Desafios para a educação democrática e pública de qualidade no Brasil. Editora Appris.

Nogueira, M. (2006). Os discursos das mulheres em posições de poder. Cadernos De Psicologia Social Do Trabalho, 9(2), 57-72. https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v9i2p57-72

Oliveira, E. F. (2017). Ação sindical e a questão de gênero: um estudo sobre a participação das mulheres nas direções da Central Única dos Trabalhadores ”“ CUT. [Dissertação de mestrado, Universidade Federal da Bahia]. Repositório do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais ”“ UFBA. https://ppgcs.ufba.br/sites/ppgcs.ufba.br/files/elida.pdf

Oliveira, G. (2018, maio 8). Divisão de tarefas domésticas ainda é desigual no Brasil. Agência Senado. https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especial-cidadania/divisao-de-tarefas-domesticas-ainda-e-desigual-no-brasil/divisao-de-tarefas-domesticas-ainda-e-desigual-no-brasil

Pinto, A. P. (2020). Sindicalismo no Brasil”“Breve História-Convenção 87 da OIT. Cordis: Revista Eletrônica de História Social da Cidade, 1(24), 21-43. https://revistas.pucsp.br/index.php/cordis/article/view/51586/33673

Ribeiro, D. (2017). O que é lugar de fala? Letramento.

Rios, F., Pereira, A. C., & Rangel, P. (2017). Paradoxo da igualdade: gênero, raça e democracia. Ciência e Cultura, 69(1), 39-44. https://doi.org/10.21800/2317-66602017000100015

Rodrigues, I. J., & Lima, J. C. (2007). Os sindicatos na sociedade contemporânea. Ciência e Cultura, 59(2), 4-5. http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252007000200002

Rodrigues, L. M. (2009). Trabalhadores, sindicatos e industrialização. Centro Edelstein de Pesquisas Sociais. https://static.scielo.org/scielobooks/5y76v/pdf/rodrigues-9788599662991.pdf

Rosa, L. (2015, novembro 16). Atuação das mulheres negras no meio sindical ainda é pouco representativa. Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviço. http://contracs.org.br/destaques/491/atuacao-das-mulheres-negras-no-meio-sindical-ainda-e-pouco-representativa

Santos, V. B. (2018). Condições de acesso e permanência das mulheres no movimento sindical. [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Sergipe]. Repositório Institucional da Universidade Federal de Sergipe ”“ RI/UFS. https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/9250/2/VERONICA_BARROS_SANTOS.pdf

Sarti, C. A. (1986). É sina que a gente traz: ser mulher na periferia urbana. [Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo]. Repositório do Centro de Apoio à Pesquisa em História “Sérgio Buarque de Holanda” ”“ CAPH. http://caph.fflch.usp.br/node/6606

Segatto, J. A. (1990). História do Movimento Sindical no Brasil. Mímeo.

Segatto, J. A. (2010). Organizações sindicais, Estado e sociedade civil no Brasil. Revista Espaço de Diálogo e Desconexão. http://hdl.handle.net/11449/125023

Soares, C. C. M., Santos, P. P. F. dos, & Virgens, A. M. das. (2018). Mulher negra no mundo do trabalho: identidade étnico-racial na educação profissional. Linhas Críticas, 23(52), 677-692. https://doi.org/10.26512/lc.v23i52.20093

Soares, J. L. (2016). As políticas de gênero no sindicalismo brasileiro contemporâneo. 40º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Caxambu, Minas Gerais, Brasil. https://anpocs.com/index.php/encontros/papers/40-encontro-anual-da-anpocs/st-10/st34-3/10499-as-politicas-de-genero-no-sindicalismo-brasileiro-contemporaneo/file

Sousa, J. P. (2000). As notícias e os seus efeitos. Minerva. http://www.bocc.ubi.pt/pag/sousa-pedro-jorge-noticias-efeitos.html

Valverde, D. B. S. (2014). A carta das mulheres brasileiras à assembleia Constituinte 1987/1988: os movimentos de mulheres e a redemocratização. [Dissertação de pós-graduação, Centro Universitário de Brasília]. Repositório do UniCEUB. https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/235/8072

Downloads

Arquivos adicionais

Publicado

26.02.2021

Como Citar

Bessa Ferreira de Oliveira, C. ., & Pinheiro da Silva Mendes, G. . (2021). Mulher, educação e movimento sindical no Brasil: reflexões interseccionais. Linhas Críticas, 27, 1–19. https://doi.org/10.26512/lc.v27.2021.34726