El legado colonial en el conocimiento sobre la evaluación
DOI:
https://doi.org/10.26512/lc30202457505Palabras clave:
Descolonialidad, Eurocentrismo, Teorías evaluativasResumen
Este ensayo busca identificar y problematizar los aspectos de colonialidad presentes en las principales teorías evaluativas descritas en la literatura. Para ello, utilizamos como referencia teórica el pensamiento decolonial latinoamericano, destacando conceptos clave de esta teoría, como la modernidad y la tríada de la colonialidad del ser/saber/poder. Como resultado, observamos que la función colonizadora de la evaluación está presente desde sus inicios y puede identificarse: en la obsesión por la eficiencia de la evaluación certificativa, que tenía como objetivo formar a los alumnos para que sirvieran a la economía industrial de la primera mitad del siglo XX; en la lógica de la regulación para el éxito de la Evaluación Formativa, que somete los procesos evaluativos a las exigencias del neoliberalismo de principios del siglo XXI y, de manera mucho menos evidente, pero aún presente en la Evaluación Emancipatoria, por su acomodación al patrón epistemológico eurocéntrico. Por lo tanto, es necesario repensar la teoría y la práctica evaluativa en el sentido de su descolonización.
Descargas
Citas
Castro-Gómez, S. (2005). Ciências Sociais, violência epistêmica e o problema da ‘Invenção do Outro’. Em E. Lander, (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais – perspectivas latino-americanas (pp. 169-186). CLACSO.
Dias Sobrinho, J. (2002). Universidade e avaliação entre a ética e o mercado. Insular.
Dubois, C., Champagne, F. & Bilodeau, H. (2011). Histórico da avaliação. Em A. Brousselle, F. Champagne, A. Contandriopoulos & Z. Hartz (Orgs). Avaliação: Conceitos e métodos (pp. 19-40). Fiocruz.
Dutra, D. S. A., Castro, D. J. F. A. & Monteiro, B. A. P. (2019). Educação em Ciências e decolonialidade: em busca de caminhos outros. Em B. A. P. Monteiro, et al. (Orgs). Decolonialidades na educação em ciências (pp. 1-43). Livraria da Física.
Esteban, M. T. (2013). Escola, Currículo e Avaliação. Cortez.
Fernandes, D. (2019). Por um enquadramento teórico da avaliação formativa e da avaliação sumativa das atividades escolares. Em M. I. R. Ortigão et al. Avaliar para aprender no Brasil e em Portugal: perspectivas teóricas, práticas e de desenvolvimento (pp. 19-43). CRV.
Fleck, L. (2010). Gênese e Desenvolvimento de um Fato Científico. Fabrefactum.
Freire, P. (1987). Pedagogia do oprimido. Paz e Terra.
Freitas, L. C. (2011). Responsabilização, meritocracia e privatização: conseguiremos escapar ao neotecnicismo? Anais do Seminário de Educação Brasileira. Campinas, São Paulo, Brasil.
Freitas, L. C. (2016). Três teses sobre as reformas empresariais da educação: perdendo a ingenuidade. Cadernos Cedes, 36(99), 137-153. https://doi.org/10.1590/CC0101-32622016160502
Gama, Z. J. (2018). Teorias de avaliação da aprendizagem. Appris.
Grosfoguel, R. (2010). Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos Pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Em B. S. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs). Epistemologias do Sul (pp. 378-412). Cortez.
Hoffmann, J. (2014). Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Mediação.
Karier, C. J. Ideology and Evaluation: In Quest of Meritocracy. (1974). Em W. A. Michael et al. Educational Evoluation: Analsysis and Responsability. McCutchan.
Leon, F. L. L. & Menezes-Filho, N. A. (2002). Reprovação, avanço e evasão escolar no Brasil. Pesquisa e planejamento econômico, 32(3), 417-452. https://ppe.ipea.gov.br/index.php/ppe/article/view/138
Loch, J. M. P. (2000). Avaliação: uma perspectiva emancipatória. Química nova na escola, 12(1), 30-33. https://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc12/v12a07.pdf
Luckesi, C. C. (1992). Avaliação da aprendizagem escolar: sendas percorridas. [Tese de Doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório PUCSP. https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/11781
Luckesi, C.C. (1988). Avaliação da aprendizagem escolar. Cortez.
Maldonado-Torres, N. (2010). A topologia do ser e a geopolítica do conhecimento: Modernidade, império e colonialidade. Em B. S. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs). Epistemologias do Sul (pp. 327-367). Cortez.
Maldonado-Torres, N. (2018). Analítica da colonialidade e da decolonialidade: algumas dimensões básicas. Em Bernardino-Costa, J., Maldonado-Torres, N. & Grosfoguel, R. (Orgs). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico (pp. 31-61). Autêntica.
Manacorda, M. A. (1999). História da educação: da antiguidade aos nossos dias. Cortez.
Marx, K. (1996). O Capital. Livro 1. Nova Cultural.
Mota, D. & Mamede-Neves, M. A. C. (2021). Percepções e representações sociais de professores acerca de avaliação da aprendizagem: um estudo das produções em teses e dissertações (2009-2019). Revista de Gestão e Avaliação Educacional, 10(19). https://doi.org/10.5902/2318133855396
Nunes, J. A. (2010). O resgate da epistemologia. Em B. S. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs). Epistemologias do Sul (pp. 215-240). Cortez.
Perrenoud, P. (1999). Avaliação da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Artmed.
Poso, F. F., Monteiro, B. A. P. & Pereira, W. A. Compreendendo os discursos sobre a avaliação da aprendizagem na formação de professores por meio dos trabalhos apresentados no enpec. Revista Valore, 6(1), 614-624. https://doi.org/10.22408/reva602021835614-624
Prado, L. M. (2023). Avaliação crítica e decolonialidade: perspectivas para uma educação emancipatória. Revista Brasileira de Avaliação Educacional, 28(1), 45-63. http://doi.org/10.4322/rbaval202110006
Quijano, A. (2010). Colonialidade do poder e classificação social. Em B. S. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs). Epistemologias do Sul (pp. 68-108). Cortez.
Ribeiro, A. & Gasparini, M. F. V. (2021). Para decolonizar a avaliação: uma análise crítica a partir da teoria da decolonialidade. Revista Brasileira de Avaliação, 10(1). https://doi.org/10.4322/rbaval202110006
Ribeiro, M. de P., Veloso, S. G. A., & Zanardi, T. A. C. (2020). Educação integral e integrada: a avaliação emancipatória a caminho de uma lógica dialógica. Revista Cocar, 14(28), 541–563. https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/3137
Sales, S. C. Et al. (2023). A avaliação na escola de forma ressignificada na perspectiva decolonial. Revista ft, 27(122). https://revistaft.com.br/a-avaliacao-na-escola-de-forma-ressignificada-na-perspectiva-decolonial
Santos, B. de S. (2010). Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. Em B. S. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs). Epistemologias do Sul (pp. 29-67). Cortez.
Saul, A. M. (2010). Avaliação emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação de currículo. Cortez.
Saul, A. M. (2015). Na contramão da lógica do controle em contextos de avaliação: por uma educação democrática e emancipatória. Educação e Pesquisa, 41(1), 1299-1311. https://doi.org/10.1590/S1517-9702201508143035
Schardong, I. M. D., & Rigo, N. M. (2022). Concepções de avaliação no ensino de ciências: um estudo de revisão. REAMEC – Rede Amazônica De Educação Em Ciências E Matemática, 10(1). https://doi.org/10.26571/reamec.v10i1.13026
Scriven, M. (1967). The methodology of evaluation: perspectives on curriculum evaluation. AERA Monograph Series on Curriculun Evaluation. Rand Macnally.
Scriven, M. (2007). The logic of evaluation. Claremont Graduate University.
Silva, D. Q., & Santos, J. R. V. (2024). Em um movimento decolonial com avaliações estudantes e salas de aulas de matemática. IX Seminário internacional de pesquisa em educação matemática, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. https://www.sbembrasil.org.br/eventos/index.php/sipem/article/view/505
Tyler, R. W. (1974). Princípios básicos de currículo e ensino. Globo.
Walsh, C. (2009). Interculturalidad crítica y pedagogía de-colonial: in-surgir, re-existir y re-vivir. Em P. Melgarejo (Comp). Educación Intercultural en América Latina: memorias, horizontes históricos y disyuntivas políticas. Universidad Pedagógica Nacional.
Walsh, C. (2019). Interculturalidade e decolonialidade do poder um pensamento e posicionamento "outro" a partir da diferença colonial. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), 5(1), 6-39. https://doi.org/10.15210/rfdp.v5i1.15002
Zanardini, J. B. (2020). O aprisionamento das mentes e dos corações dos estudantes brasileiros pelo sistema de avaliação. Educare et Educare, 15(35). https://doi.org/10.17648/educare.v15i35.24236
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Maria de Fátima Farias, Wellington Pereira de Queirós

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.

Todas as publicações da revista Linhas Críticas serão licenciadas sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Isso significa que qualquer pessoa tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
As pessoas autoras não podem revogar estes direitos desde que sejam respeitados os termos da licença.
Conforme os termos:
Atribuição — as pessoas leitoras devem atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença, e indicar se foram feitas alterações. As pessoas leitoras podem fazê-lo de qualquer forma razoável, mas não de uma forma que sugira que o licenciante o apoia ou aprova o seu uso.
Sem restrições adicionais — as pessoas autoras não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Autores/as que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Pessoas autoras mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Pessoas autoras têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Pessoas autoras têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais, repositórios préprint ou na sua página pessoal) qualquer ponto antes do envio da versão final do artigo à revista, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
