O legado colonial no saber sobre avaliação
DOI:
https://doi.org/10.26512/lc30202457505Palavras-chave:
Decolonialidade, Eurocentrismo, Teorias avaliativasResumo
Este ensaio busca identificar e problematizar os aspectos de colonialidade presentes nas principais teorias avaliativas descritas na literatura. Para tanto, utilizamos como referencial teórico o pensamento decolonial latino-americano, destacando conceitos-chave desta teoria, como modernidade e a tríade da colonialidade do ser/saber/poder. Como resultado, observamos que a função colonizadora da avaliação está presente desde seus primórdios, podendo ser identificada: na obsessão pela eficiência da Avaliação Certificativa, que visava treinar os alunos para servirem à economia industrial da primeira metade do século XX; na lógica da regulação para o sucesso da Avaliação Formativa, que submete os processos avaliativos às demandas do neoliberalismo do início do século XXI e, de modo bem menos evidente, porém ainda presente na Avaliação Emancipatória, por sua acomodação ao padrão epistemológico eurocêntrico. É necessário, portanto, repensar a teoria e a prática avaliativa no sentido de sua decolonização.
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