Primeira República: Espaço para a mulher no ensino técnico em Portugal

Autores

  • Alves Alberto Marques Faculdade de Letras do Porto

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v0i25.14811

Palavras-chave:

Mulher. Ensino Técnico. Portugal.

Resumo

A mulher teve na Iª República portuguesa (1910-1926) um protagonismo social que obrigou os diferentes governos a incluir na esfera educativa um espaço especial para a sua formação. No ensino técnico houve a preocupação de criar cursos específicos para setores que vão desde as rendas à telegrafia, desde o comércio ao desenho, da olaria à pintura decorativa. A expectativa em formar profissionais para profissões novas, mas também renovar o seu espaço socioprofissional e contrariar a permanência no espaço doméstico, levou à criação de cursos, no ensino oficial e particular, destinados especificamente à mulher e que se revelaram ou um fracasso ”“ por exemplo o de economia doméstica ”“ ou um sucesso ”“ caso das oficinas das escolas de desenho industrial. Há cursos especiais que são criados nas escolas industriais ”“ por exemplo o de Lavores Femininos que têm logo grande adesão. No segmento temporal de 1914/1919, apesar de coincidir com a 1ª Guerra Mundial, verifica-se uma tendência que é também visível no período em estudo: a adesão feminina foi sempre maior nos trabalhos oficinais do que nas disciplinas que constituíam os cursos estruturados em formação mais geral e técnica. Das intenções expressas pelos políticos republicanos às realidades evidenciadas pela história da educação portuguesa daremos conta numa breve incursão pelas medidas implementadas e pela adesão feminina evidenciada.

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Publicado

2015-02-23

Como Citar

MARQUES, A. A. Primeira República: Espaço para a mulher no ensino técnico em Portugal. Em Tempo de Histórias, [S. l.], n. 25, 2015. DOI: 10.26512/emtempos.v0i25.14811. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/14811. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê