Movimentos políticos negros no Atlântico

análise de uma oficina pedagógica sob uma perspectiva antirracista e decolonial

Autores

  • Clara Marques Souza PUC-Rio

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v1i36.31781

Palavras-chave:

Ensino de história. Antirracismo. Oficinas pedagógicas., History teaching. Anti-racism. Educational Workshop.

Resumo

A escola e o ensino de história vêm sendo profundamente transformados por novas propostas epistemológicas, que buscam combater narrativas excludentes. A partir de um aporte teórico decolonial, pretendemos analisar a experiência da aplicação de uma oficina pedagógica de história no ensino básico, em duas turmas de oitavo ano do Ensino Fundamental II, sobre três movimentos políticos majoritariamente negros no Atlântico: a Conjuração Baiana (1798), a Revolução Haitiana (1791-1804) e a Conspiração de Aponte (1812). Para isso, mobilizaremos reflexões a partir de materiais produzidos pelos estudantes. Pretendemos, desse modo, lançar pistas sobre a construção de saberes acerca desses movimentos, a percepção dos estudantes sobre a narrativa histórica e a potencialidade de uma educação antirracista e decolonial no ensino de história.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Aviso ao Clero e ao Povo Bahiense indouto, 12 de agosto de 1798.

ALBERTI, Verena. Fontes Históricas. In: FERREIRA, Marieta; OLIVEIRA, Margarida (Orgs.). Dicionário de ensino de história. 1ª edição. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2019.

ANDRADE, Marcelo; SACAVINO, Susana. Oficinas Pedagógicas em Direitos Humanos: uma aposta na formação de política com grupos populares. In: CANDAU, Vera; SACAVINO, Susana. Educar em Tempos difíceis: construindo caminhos. 1ª edição. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2011.

BHABHA, Homi K. O pós-colonial e o pós-moderno. A questão da agência. In: _____. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renate Gonçalves. 1ª edição. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.

CAIMI, Flávia. A História na Base Nacional Comum Curricular: pluralismo de ideias ou guerra de narrativas?. Revista do Lhiste, Porto Alegre, n. 4, v. 3, p. 86-92, jan./jun. 2016.


CANDAU, Vera; OLIVEIRA, Luiz. Pedagogia Decolonial e educação antirracista e intercultural no Brasil. Educação em Revista. Belo Horizonte, v. 26. n. 1, p. 15-40, abr. 2010.

CANDAU, Vera et al. Oficinas pedagógicas em Direitos Humanos: espaço e tempo de formação. In: _____. Educação em Direitos Humanos e formação de professores. 1ª edição. São Paulo: Cortez Editora, 2013.

CHARTIER, Roger. A História hoje: dúvidas, desafios, propostas. Revista de Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v. 37, n. 13, p. 100-113, 1994.

Declaração de Independência do Haiti, 1804.

DAVIS, N. Descentering history: local stories and cultural crossing in a global world. History and theory. Middletown, v. 50, n. 2, p. 188-202, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 25ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GILROY, Paul. O Atlântico negro como contracultura da modernidade. In: _____. O Atlântico Negro. Modernidade e dupla consciência. Tradução de Cid Kinpel Moreira. 34ª edição. São Paulo, Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes ”“ Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2001.

HILL, Jonathan (Org.) History, Power and Identity: ethnogenesis in the Americas, 1492- 1992. 1ª edição. Iowa City: University of Iowa Press, 1996.

LANE, Fernanda Bretones. Notícias Insurgentes: Política, escravidão e imprensa periódica em Cuba no contexto das independências ibero-americanas (1810-1823). 2013. Dissertação (Mestrado em História Social). Universidade de São Paulo. São Paulo, 2013.

MARTINS, Estevão. Consciência histórica. In: FERREIRA, Marieta; OLIVEIRA, Margarida (Orgs.). Dicionário de ensino de história. 1ª edição. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2019.

MOTA NETO, João Colares da. Educação popular e pensamento decolonial latino-americano em Paulo Freire e Orlando Fals Borda. 2015. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal do Pará, Belém, 2015.

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Eduardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. Pp. 117-142.

SAID, Edward. Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente. Tradução de Rosaura Eichenberg. 1ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

SANTOS, Boaventura de Souza. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In: MENESES, Maria Paula; _____. Epistemologias do Sul. 1ª edição. São Paulo: Cortez, 2010.

TEMPESTA, Giovana Acacia. Travessia de banzeiros. Historicidade e organização sociopolítica apiaká. 2009. Tese (Doutorado em Antropologia) ”“ Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

VALIM, Patrícia. Conjuração Baiana de 1798 e República Bahinense. SCHWARCZ, Lilia; Starling, Heloisa. Dicionário da República: 51 textos críticos. 1ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

WALSH, Catherine. Decolonial pedagogies walking and asking. Notes to Paulo Freire from Abya Yala. International Journal of Lifelong Education. Londres, v. 34, n. 2, p. 9-21, 2015.

Downloads

Publicado

2020-07-04

Como Citar

MARQUES SOUZA, C. Movimentos políticos negros no Atlântico: análise de uma oficina pedagógica sob uma perspectiva antirracista e decolonial. Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 36, 2020. DOI: 10.26512/emtempos.v1i36.31781. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/31781. Acesso em: 7 dez. 2022.