“Vá bater naquele negro que eu garanto”

marcadores raciais na Bahia (1940 ”“ 1960)

Autores

  • Diego Lino Silva UEFS/Aluno de pós-graduação em História.
  • Clóvis Frederico Ramaiana Moraes Oliveira Professor no Programa de Pós-Graduação em História da UEFS. https://orcid.org/0000-0002-5983-390X

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v1i36.31745

Palavras-chave:

Marcadores raciais. Racismo. Racialização.

Resumo

Este artigo versa sobre a trajetória de populações negras na Bahia entre as décadas de 1940 e 1960, tomando como referência a região de Feira de Santana. Composto utilizando processos criminais, vai explorar os indicadores do uso e negação da cor preta como instrumento de criminalização ou aceitação dos sujeitos pesquisados. A caminhadura das gentes negras demonstrada é marcada pela degradação da condição do ser e a associação da negritude às “coisas do não”. Com atenção para as mudanças espaciais e na caminhada da população negra, explorará os mecanismos de hierarquização racial, enfocando os jogos táticos que as gentes de cor desenvolveram para encaminhar o viver em um ambiente de modificações rápidas e opressão racial, questionando, principalmente, pelos marcadores raciais usados pela população preta para o enfrentamento com o racismo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALBUQUERQUE, Wlamyra. O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
ALVES, Fernando. Avenida sossego: Coluna disco voador. Folha do Norte. Feira de Santana, 23 de Junho de 1951, nº 2189. P. 1. MCS/CENEF.
AZEVEDO, Thales de. As elites de côr: Um estudo de ascensão social. São Paulo: Companhia da Editora Nacional, 1955.
BAHIA, Juarez. Setembro na Feira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
BARICKMAN, Bert J. "Passarão por mestiços": o bronzeamento nas praias cariocas, noções de cor e raça e ideologia racial, 1920-1950. Afro-Ásia, n. 40, p. 173-221, 2009.
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.
BOAVENTURA, Eurico. A paisagem urbana e o homem: memórias de Feira de Santana. Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2006.
COLLINS, Patricia Hill. Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Tradução: Juliana de Castro Galvão. Revisão: Joaze Bernardino- Costa. Revista Sociedade e Estado ”“ Volume 31 Número 1, Pp 99 ”“ 127, Janeiro/Abril 2016.
DOMINGUES, Petrônio José. Negros de almas brancas? A ideologia do branqueamento no interior da comunidade negra em São Paulo, 1915-1930. Estudos afro-asiáticos, v. 24, n. 3, p. 563-599, 2002.
ENGEL, Magali. “Psiquiatria e feminilidade”. In.:História das Mulheres no Brasil. Org.: Mary Del Priore. São Paulo: Editora Contexto/Editora UNESP, 1997.
FANON, Franz. Peles negras, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
GINZBURG, Carlo, "O Inquisidor como Antropólogo" in América, Américas. Revista Brasileira de História, São Paulo. ANPUH/Marco Zero, n. 21 - setembro 90/ fevereiro91, pp, 9-20.
HALL, Stuart. “Que negro é esse da cultura negra?”. In: Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.
MATTOS, Hebe Maria. Das cores do silêncio: os significados da liberdade no sudeste escravista. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
MILES, Robert. Racism. Routledge, 2004.
SANCHES; Maria Aparecida Prazeres. As Razões do coração: namoro, escolhas conjugais, relações raciais e sexo-afetivas em Salvador, 1889/1950. Tese de Doutorado. Universidade Federal Fluminense (UFF). Niterói, 2010.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
SODRÉ, Muniz. O bicho que chegou a Feira. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves, 1991.
XAVIER, Giovana. Brancas de almas negras? Beleza, racialização e cosmética na imprensa negra pós-emancipação (EUA, 1890 ”“ 1930). Tese de doutorado. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas, 2012.

Downloads

Publicado

2020-07-04

Como Citar

LINO SILVA, D.; FREDERICO RAMAIANA MORAES OLIVEIRA, C. “Vá bater naquele negro que eu garanto”: marcadores raciais na Bahia (1940 ”“ 1960). Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 36, 2020. DOI: 10.26512/emtempos.v1i36.31745. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/31745. Acesso em: 7 dez. 2022.