As acusações “haitianistas” na racializada sociedade brasileira da primeira metade do Dezenove

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v1i37.30925

Palavras-chave:

Haitianismo. Racialização. Brasil.

Resumo

O presente artigo versa sobre o caráter das acusações de cunho “haitianista”, ou seja, ligadas diretamente aos supostos ideais remanescentes da Revolução Haitiana, principalmente o extermínio da raça branca, à luz da percepção de uma racializada sociedade brasileira no oitocentos. Para isso, torna-se necessário o entendimento dos conceitos de raça e racialização, além, é claro, de um maior aprofundamento nos eventos que culminaram na segunda nação independente das Américas, o Haiti. Finalmente, são levantados alguns exemplos da influência haitiana nas diversas camadas sociais brasileiras.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALBUQUERQUE, Wlamyra Ribeiro. O Jogo da Dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
BLACKBURN, Robin. “Haiti, Slavery, and the Age of the Democratic Revolution”. The William and Mary Quarterly, vol. 63, 2006.
BUCK-MORSS, Susan. “Hegel e Haiti”. Hegel, Haiti and universal history. University of Pittsburg Press, 2009, p. 138.
DE FREITAS, Soraya Matos. Nas Entrelinhas da Revolução O dito e o não dito nas páginas do Correio Braziliense e na Gazeta do Rio de Janeiro sobre a Revolução Haitiana (1808-1817).
DOS SANTOS, Jocélio Teles. De pardos disfarçados a brancos pouco claros: classificações raciais no Brasil dos séculos XVIII-XIX Afro-Ásia, núm. 32, 2005, p. 115-137.
GRINBERG, Keila. A qualidade do cidadão brasileiro. In: O fiador dos brasileiros: cidadania, escravidão e direito civil no tempo de Antonio Pereira Rebouças. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, cap. 3.
JAMES, C.L.R. Os Jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a revolução de São Domingos, 2000.
LINEBAUGH, Peter. A hidra de muitas cabeças: Marinheiros, escravos plebeus e a história oculta do atlântico revolucionário. Companhia das Letras, 2008.
MARQUES, João Filipe. O estilhaçar do espelho. Da raça enquanto princípio de compreensão do social a uma compreensão sociológica do racismo. Ethnologia, 3-4, maio/outubro 1995.
MOREL, Marco. A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista: O que não deve ser dito. Paco Editorial, 2017.
MOTT, Luiz. A revolução dos negros do Haiti e do Brasil. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 4, p. 55-63, 1982.
REIS, M. L. A. “A cor da noticia: discursos sobre o negro na imprensa baiana. 1888 ”“ 1937”, 2000.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças ”“ cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o Passado: Poder e a Produção da História. Curitiba: Huya, 2016.

Downloads

Publicado

2020-12-03

Como Citar

CARVALHO, L. P. R. As acusações “haitianistas” na racializada sociedade brasileira da primeira metade do Dezenove. Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 37, 2020. DOI: 10.26512/emtempos.v1i37.30925. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/30925. Acesso em: 5 fev. 2023.