Los de Abajo. Mariano Azuela e o discurso histórico em torno à revolução mexicana (1910-1920)

Autores

  • Rafael Antonio Rodriguez Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v0i27.14783

Palavras-chave:

revolução. camponês. estado-Nação.

Resumo

O seguinte artigo faz uma análise do livro Los de Abajo, do escritor mexicano Mariano Azuela, a partir de uma perspectiva crítica ao sentido histórico que se funda com o Estado revolucionário no México em 1920. A obra gira em torno de dois personagens, Luis Cervantes e Demetrio Macias, que se unem na luta armada que se inicia com a revolução de 1910. Longe de estarem conectados homogeneamente à causa revolucionária, os dois personangens nos revelam um mundo fragmentado em interesses dissonantes e contraditórios que não se alinham em torno a um propósito comum. Pelo contrário, eles nos trazem à tona a tensão e a heterogeneidade que rondavam os próprios grupos que se reconheciam como revolucionários. Cervantes, membro das classes medias citadinas, representava o estilo de vida burguês, que se levantava contra a ditadura de Porfirio Díaz para instaurar uma nova ordem política no país. Já Macias, um pobre camponês interiorano, decide pegar em armas para se vingar das constantes humilhações que o cacique politico local, Don Mónico, impunha à sua família. No entanto, antes de ceder à realidade e encarar o abismo sociocultural que separava os dois protagonistas da obra, Cervantes preferia acreditar em um sonho mítico que cultivava em seu imaginário. Macias nada mais era do que a confirmação do ideal sublime revolucionário que Cervantes perseguia. Assim, ao ignorar as características concretas e peculiares que compunham o modo de vida camponês, Cervantes nada mais fazia do que reificar a desigualdade de poder que pairava entre eles.   

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AZUELA, Mariano. Los de Abajo. México: DF, Fondo de Cultura Económica, 1976.

BATALLA, Guillermo Bonfil. Segunda Parte. Cap. IV. Los (Revolucionados) tiempos modernos In: México Profundo. Una civilización negada. México: DF, S.A. de C.V, 2009.

BENJAMIN, Thomas. La revolución mexicana. Memoria, mito e historia.Trad. De María Helena Madrigal. México: DF, Taurus, 2003.

CHÁVEZ, Alicia Hernández. La Revolución in México: Una breve historia. Del mundo indígena alsiglo XX. México, FCE, 2002. Págs. 302-349.

COCKCROFT, James D. Precursores intelectuales de La revolución. México: Siglo XXI, 1978.

DE LA CUEVA, Alicia Azuela. Palacio, Guillermo. (coordinadores). Mortellaro, Itzel A. Rodriguez. El eterno indígena. Actualidad y presencia del pasado prehispánico en la representación del México revolucionario In: La mirada mirada: transculturalidad e imaginarios del México revolucionario, 1910-1945. 1° ed. México: DF, El Colegio de México, 2009. Págs. 137-152.

FANON, Franz. Sobre a Cultura Nacional In: Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro, Civilização brasileira, 1968. Págs. 169-196.

FLORESCANO, Enrique. (comp.)El relato histórico acuñado por el Estado posrevolucionario In: Historia de las historias de la nación mexicana.México: Taurus, 2002. Págs. 375-423.

_____________________. Las ideas de Patria y nación en la Revolución de 1910-1917, El Nacionalismo del Estado posrevolucionario, 1934-1960 In: Imágenes de la patria. México: DF, Taurus, 2005.

GARCIADIEGO, Javier. Introducción. La Revolución Mexicana: Una aproximación sociohistórica In: La Revolución Mexicana. Crónicas, Documentos, Planes y testimonios. México: DF, Coordinación de Humanidades, UNAM, 2008. Págs. XIII-XCII.

GONZALES, Manuel Ramírez. Plan de San Luis de Potosí In: Planes políticos. México: Fondo de Cultura Económica, 1954.

MATUTE, Álvaro. Introducción: La Revolución recordada, inventada, rescatada In:La Revolución Mexicana: Actores, escenarios y acciones. Vida cultural y política, 1901-1929. México: DF,Océano de México, 2010.

ROBERT, E. Quirk. Liberales y radicales en la revolución mexicana In: Historia Mexicana. Vol. II, núm. 4. México:El Colegio de México, 1953.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar?Belo Horizonte:UFMG, 2010.

Downloads

Publicado

2016-04-01

Como Citar

RODRIGUEZ, R. A. Los de Abajo. Mariano Azuela e o discurso histórico em torno à revolução mexicana (1910-1920). Em Tempo de Histórias, [S. l.], n. 27, 2016. DOI: 10.26512/emtempos.v0i27.14783. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/14783. Acesso em: 4 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos