Entre o mote e a glosa: os “anônimos” da “Marmota na Corte”
DOI:
https://doi.org/10.26512/emtempos.v24i45.56441Palavras-chave:
A “Marmota na Corte”, Segundo Reinado, GlosasResumo
O presente artigo tem como objetivo perscrutar as glosas contidas na “Marmota na Corte”, jornal que circulou na cidade do Rio de Janeiro entre os anos 1849 e 1852. Essas poesias foram realizadas pelos próprios assinantes da gazeta que eram incentivados pelo redator a enviarem suas glosas com base em um “mote”, ou seja, o assunto proposto. A esses assinantes chamaremos de “anônimos”, já que, além de não terem a notoriedade de um Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu ou Gonçalves Dias – quem estamos mais habituados a estudar ao falarmos desse período –, também são pessoas que dificilmente conheceremos as suas identidades
pois, na maioria dos casos, há a utilização de pseudônimos ou de abreviações em suas autorias. Aqui, não pretendemos analisar sistematicamente a estrutura textual das glosas, mas inseri-las em seu contexto histórico, e, a partir delas, entender os costumes e práticas características daquele período.
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