A Autoavaliação e Autodefinição de Carolina Maria de Jesus na obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada

Autores

  • Cristiane da Rosa Elias UNICENTRO

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v1i36.31782

Palavras-chave:

Maria Carolina de Jesus. Feminismo negro. Olhar oposicional.

Resumo

O presente artigo pretende analisar a obra “Quarto de Despejo” de 1960 de Carolina Maria de Jesus a partir de uma visão interseccional proposta pelo feminismo negro. Com isso, objetivamos perceber como o olhar oposicional se faz presente na obra de Carolina de Jesus e como essa é uma das representações de mulheres negras nesse contexto histórico. Para isso, utilizaremos as categorias de análise propostas por Patricia Collins de autoavaliação e autodefinição das mulheres negras, pois, na obra em questão, temos as memórias de Carolina, mulher negra e periférica que constantemente avalia sua vida e seu cotidiano precário; sem travamentos, enxergando, definindo e escrevendo a realidade do seu grupo social e, dessa maneira, autoavaliando e autodefinindo suas memórias. Dessa forma, caminhamos para perceber o potencial transformador que o olhar oposicional de mulheres negras, apoiado em suas realidades e contextos diversos, podem dizer sobre si e sobre o seu coletivo. 

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Publicado

2020-07-04

Como Citar

DA ROSA ELIAS, C. A Autoavaliação e Autodefinição de Carolina Maria de Jesus na obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada. Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 36, 2020. DOI: 10.26512/emtempos.v1i36.31782. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/31782. Acesso em: 7 dez. 2022.