Ideias de alunos sobre o “seu” passado doloroso a Guerra Colonial Portuguesa*

Autores

  • Luís Alberto Marques Alves Universidade de Porto
  • Cláudia Pinto Ribeiro Universidade de Porto
  • Renato Magalhães Oliveira Universidade de Porto
  • Laura Castro Moreira Universidade de Porto

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v0i21.19835

Palavras-chave:

Didática da História. Responsabilidade. Passado doloroso.

Resumo

Quando se fala de identidade, de consciência europeia, de tolerância, de intervenção cívica, de solidariedade,... a História é requisitada para desempenhar um papel e uma função marcadamente sociais. Por outro lado, quando se questionam os jovens europeus sobre o significado da História, vislumbram-se nas suas respostas a “valorização da História como fonte de aprendizagem” e o respeito pela monumentalidade do passado.  O projeto que aqui apresentamos, “Enseigner les passés douloureux en Europe”, tem o objetivo claro de evitar o esquecimento, trazer a densidade histórica que garanta o correto conhecimento do passado, dotar os alunos de competências críticas para assumirem as responsabilidades dos “deveres da memória”. O foco desta pesquisa é tentar perceber como os jovens refletem a questão da reparação histórica como, por exemplo, pensar sobre a justificação, viabilidade, motivos e efeitos de reparação de injustiças históricas. Estas reflexões são uma importante janela para a consciência histórica dos jovens: ao observarmos como refletem sobre a questão da reparação histórica, podemos ver como concebem os limites da responsabilidade individual e coletiva e a responsabilidade moral do Estado e dos seus cidadãos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luís Alberto Marques Alves, Universidade de Porto

Doutor em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e professor associado com agregação na mesma universidade  

Cláudia Pinto Ribeiro, Universidade de Porto

Doutora em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e assistente convidada na mesma universidade.

Renato Magalhães Oliveira, Universidade de Porto

Professor de História do 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário.  

Laura Castro Moreira, Universidade de Porto

Professora de História do 2.º ciclo do Ensino Básico. 

Referências

ANSART, Pierre. “História e memória dos ressentimentos”, in Stella Bresciani; Marcia Naxara (orgs.), Memória (res)sentimento: indagações sobre uma questão sensível. São Paulo: Editora da Unicamp, 2001, p. 15-36.

BARTON, Keith C.; LEVSTIK, Linda. Teaching History for the common good. Nova Iorque: Routledge, 2004.

CERRI, Luís Fernando. “Os conceitos de consciência histórica e os desafios da didática da História”. In Revista de História Regional 6 (2), 2001. p. 93-112.

FERRO, Marc. O Ressentimento na História ”“ Compreender o nosso tempo. Lisboa: Teorema, 2009.

GADAMER, Hans-Georg. O problema da consciência histórica. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1998.

GAGO, Marília. Consciência histórica e narrativa na aula de História: conceções de professores. Braga: Uni-versidade do Minho [Dissertação de doutoramento], 2007.

KITZINGER, Jenny. “The methodology of Focus Groups: the importance of interaction be-tween research par-ticipants”. In Sociology of Health & Illness, Volume 16, Issue 1, January, 1994, p. 103-121.

LOFSTROM, Jan. The Finnish high school students speak on historical reparations: a note on a study of histor-ical consciousness. In. “From historical research to school history: Problems, relations, challenges. Yearbook International Society for History Didactics”, Volume 33, 2012. Artigo facultado pelo autor e membro do projeto “Enseigner les passes douloureux en Europe”.

MATTOSO, José. Levantar o Céu. Os labirintos da Sabedoria. Lisboa: Temas e Debates, 2012.

MOLPECERES, António. “Conflictos: la memoria de los alumnos ”“ De la Guerra Civil a la transición”. In Ãber ”“ Didática de las Ciências Sociales, Geografia e Historia, nº 69, júlio, agosto, septiembre, Barcelona, Grão, 2011, p. 21-28.

NORA, Pierre. Les lieux de mémoire. Paris: Gallimard, 1984.

OS NEGATIVOS DA NOSSA HISTÓRIA. O olhar proibido sobre a guerra e as colónias. Artigo publicado no Jornal “Público”, revista “Ipsilon” de 20 de junho de 2012.

PAIS, José Machado, Consciência Histórica e Identidade. Os Jovens Portugueses num contexto europeu. Lisbo-a: Celta Editora, 1999.

POLLAK, Michael, “Memória, esquecimento e silêncio”. In Estudos Históricos, 3, 1989, p. 3-15.

POLLAK, Michael. “Memória e Identidade Social”. In Estudos Históricos, 10, 1992, p. 200-212.

RICOEUR, Paul. La mémoire, l’histoire, l’oubli. Paris: Seuil, 2000.

RUSEN, Jorn. Jorn Rusen e o Ensino de História. Paraná: Editora UFPR, p. 112. [Trata-se de uma coletânea com textos de Rusen organizada por Maria Auxiliadora Schmidt, Isabel Barca e Estevâo de Rezende Martins], 2012.

SANTIAGO, Maria José Tíscar . O 25 de abril e o Conselho de Estado. A Questão das Atas. Lisboa: Edições Colibri 2012.

SCHELER, Max; FRINGS, M. S. Ressentiment. Milwaukee, Wis.: Marquette University Press, 1994.

Downloads

Publicado

2013-03-01

Como Citar

ALVES, L. A. M.; RIBEIRO, C. P.; OLIVEIRA, R. M.; MOREIRA, L. C. Ideias de alunos sobre o “seu” passado doloroso a Guerra Colonial Portuguesa*. Em Tempo de Histórias, [S. l.], n. 21, p. 7–31, 2013. DOI: 10.26512/emtempos.v0i21.19835. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/19835. Acesso em: 26 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê