Segurança hídrica, adaptação e gênero:

o caso das cisternas para captação de água de chuva no semiárido brasileiro

Autores

  • Daniela Nogueira Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília (CDS/UnB), Brasília, DF. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.18472/SustDeb.v8n3.2017.26544

Palavras-chave:

Segurança Hídrica, Adaptação, Vulnerabilidade, Gênero

Resumo

O presente artigo analisa a contribuição do Programa Um Milhão de Cisternas como estratégia de adaptação para diminuir o impacto da seca na população mais pobre do semiárido brasileiro. Fundamenta-se em estudo de caso apoiado em entrevistas semiestruturadas realizadas em comunidades rurais da Paraíba e Pernambuco. Ao analisar o impacto da perspectiva de gênero presente no programa, bem como das cisternas de captação de água de chuva no cotidiano das famílias, observa-se que políticas de acesso à água com enfoque de gênero resultam em melhores condições de saúde, renda e educação, também potencializando a capacidade adaptativa e contribuindo para diminuir a vulnerabilidade das populações mais frágeis.

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Biografia do Autor

Daniela Nogueira, Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília (CDS/UnB), Brasília, DF. Brasil.

Pesquisadora de Pós-Doutorado do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), Brasília, DF, Brasil.

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Publicado

2017-12-29

Como Citar

Nogueira, D. (2017). Segurança hídrica, adaptação e gênero:: o caso das cisternas para captação de água de chuva no semiárido brasileiro. Sustentabilidade Em Debate, 8(3), 22–36. https://doi.org/10.18472/SustDeb.v8n3.2017.26544

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