Youth and Access to Justice in the Northeast: narratives of families of victims of the State
DOI:
https://doi.org/10.26512/revistainsurgncia.v12i1.50562Keywords:
Juvenicide, Families, Brazilian Northeast, Justice AccessAbstract
Brazilian juvenicide operates systematically against young people aged 15 to 29 and finds its greatest victims in the black, poor, and northeastern population. It is the bereaved families, mostly made up of women and black people, especially mothers, who have to deal with the Criminal Justice System, from the investigation into what happened to the judgment of those responsible. This work sought to analyze the crossings of class, race, and gender highlighted in the narratives and practices produced in the process of seeking access to justice, memory, and truth by the families of young victims of state violence in Bahia, Ceará, and Rio Grande do Norte while we discuss how racism, capitalist exploitation, and gender oppression operate as support, gears and technologies of death production policies that have juvenicide as a form of expression.
References
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. Pólen Produção Editorial LTDA, 2019.
ALVES, Dina. Rés negras, juízes brancos: uma análise da interseccionalidade de gênero, raça e classe na produção da punição em uma prisão paulistana. CS, n. 21, p. 97-120, 2017.
BORGES, Juliana. Encarceramento em massa. Pólen Produção Editorial LTDA, 2019.
BORGES, Juliana. Mulheres negras na mira. Revista SUR, v. 15, n. 28, p. 45-53, 2018.
BRASIL. Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979. Lei da Anistia. Concede anistia e dá outras providências. Presidência da República. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm#:~:text=1%C2%BA%20%C3%89%20concedida%20anistia%20a,de%20funda%C3%A7%C3%B5es%20vinculadas%20ao%20poder
BRASIL. Relatório Anual de Informações Penitenciárias - INFOPEN. DEPEN. Brasília, 2020.
BRASIL. Relatório Anual de Informações Penitenciárias - INFOPEN. DEPEN. Brasília, 2022.
BRASIL. Relatório Final CPI Assassinato de Jovens. Senado Federal. Brasília, 2016.
BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Lei nº12.594/2012.
CARNEIRO, Sueli. Mulheres em movimento. Estudos avançados, v. 17, p. 117-133, 2003.
CERQUEIRA, Daniel Ricardo de Castro Coordenador et al. Atlas da violência 2021. 2021.
CERQUEIRA, Daniel Ricardo de Castro et al. Atlas da violência 2019. 2019. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/24. Acesso em 03 de mar. 2021.
CISNE, Mirla. Feminismo e marxismo: apontamentos teórico-políticos para o enfrentamento das desigualdades sociais. Serviço Social & Sociedade, p. 211-230, 2018.
DAVIS, Angela. As mulheres negras na construção de uma nova utopia – Angela Davis. Conferência de Abertura na Iª Jornada Cultural Lélia Gonzalez, realizada no dia 13 de dezembro de 1997, em São Luís - MA - Brasil. Disponível em: https://www.geledes.org.br/as-mulheres-ne- gras-na-construcao-de-uma-nova-utopia-angela-davis/. Acesso em: 22 de jan. 2021.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Boitempo Editorial, 2016.
DEVULSKY, Alessandra. Estado, racismo e materialismo. Margem esquerda, v. 27, p. 25-30, 2016.
FANON, Frantz. Os condenados da terra, trad. de António Massano. Lisboa, Letra Livre, 2015.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas (1952)/trad. Sebastião Nascimento. São Paulo: Ubu, 2020.
FEFFERMANN, Marisa. Genocídio da Juventude Negra: desconstruindo mitos. Interfaces do Genocídio no Brasil: raça, gênero e classe, p. 109-138, 2018.
FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. Corpo negro caído no chão: o sistema penal e o projeto genocida do Estado brasileiro. Doutorado (tese). Brasília: UnB, 2006.
FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro; DA SILVA FREITAS, Felipe. Do paradoxal privilégio de ser vítima: terror de Estado e a negação do sofrimento negro no Brasil. Revista brasileira de ciências criminais, n. 135, p. 49-71, 2017.
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo, 2023. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf. Acesso em: 10 de agosto de 2023.
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro De Segurança Pública, 2020. 2022.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Editora Schwarcz-Companhia das Letras, 2020.
HOOKS, Bell. Escrever além da raça: teoria e prática. São Paulo: Elefante, 2022.
HOOKS, Bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante Editora, p. 51-74, 2019.
HOOKS, b. (2019). Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. São Paulo. Editora Elefante, 2019
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD. Rio de Janeiro: IBGE; 2021. Disponível em https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html. Acesso em 15 fev 2023.
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. A Aplicação de Penas e Medidas Alternativas. Relatório de Pesquisa. Rio de Janeiro: Ipea, 2015.
INSTITUTO SOU DA PAZ. Onde Mora a Impunidade? Porque o Brasil precisa de um Indicador Nacional de Esclarecimento de Homicídios. Rio de Janeiro, 2022.
JESUS, Maria Gorete Marques de. 'O que está no mundo não está nos autos': a construção da verdade jurídica nos processos criminais de tráfico de drogas. 2016. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
MACHADO, Bárbara. A. Repensando o capitalismo brasileiro como totalidade contraditória. In. Machado, B. A e Souza, F. F. Gênero, Raça e Reprodução Social, 2023.
MARX, Karl. O capital, crítica da economia política: Vol. 1. Livro 1. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
MASIERO, André Luís. A Psicologia racial no Brasil (1918-1929). Estudos de Psicologia (Natal), v. 10, p. 199-206, 2005.
MBEMBE, Achile. Necropolítica. n-1 edições, 2016.
MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. n-1 edições. Traduzido por Sebastião Nascimento. Sao Paulo, 2018.
MIRANDA, Gabriel. Necrocapitalismo: ensaio sobre como nos matam. Lavrapalavra. São Paulo, 2021.
MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. Editora Perspectiva SA, 2020.
NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 2016.
NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negras. Editora Schwarcz-Companhia das Letras, 2021.
NOGUEIRA, R. A democracia é possível? As relações entre racismo e neoliberalismo na filosofia de Mbembe. In: Dossiê Devir-Negro: A leitura de Achille Mbembe no Brasil. Revista Cult, 2018.
OLIVEIRA, Dennis de. Dilemas da luta contra o racismo no Brasil. Revista da Boitempo, v. 27, n. 2, 2016.
OLIVEIRA, Dennis. Racismo estrutural: uma perspectiva histórico-crítica. Dandara Editora, 2021.
PASSOS, Raquel Gouveia. Na mira do fuzil: a saúde mental das mulheres negras em questão. São Paulo. Hucitec, 2023.
PETRONE, Talíria. Prefácio. In. Arruzza, C., Bhattacharya, T., & Fraser, N. Feminismo para os 99%: um manifesto. Boitempo Editorial, 2019.
RACIONAIS, M. Diário de um detento. CD Sobrevivendo no Inferno. Cosa Nostra, 1997.
RAMOS, Paulo Cesar. Gramática negra contra a violência de Estado: da discriminação racial ao genocídio negro (1978-2018). 2021. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
RAMOS, Paulo César. “Contrariando a estatística”: a tematização dos homicídios pelos jovens negros no Brasil. 2014.
ROCHA, Andréa Pires. Juvenicídio materializado no racismo e na guerra às drogas: reflexões pertinentes ao serviço social. In: Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais 2019. 2019.
SILVA, Débora Maria da; DARA, Danilo. Mães e familiares de vítimas do Estado: a luta autônoma de quem sente na pele a violência policial. KUCINSKI, Bernardo et al. Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação. 1ª ed. São Paulo. Boitempo Editorial, 2015.
SINHORETTO, Jacqueline et al. Seletividade penal e acesso à justiça. Crime, polícia e Justiça no Brasil, p. 400-410, 2014.
VALENZUELA, José Manuel. Juvenicídio e identidades desacreditadas. In. Feffermann, M., Kalckmann, S., Faustino, D., Cheregatto, R. (Orgs.). Interfaces do Genocídio no Brasil: raça, gênero e classe. São Paulo. Instituto de Saúde, 2018.
VALENZUELA, José Manuel. Juvenicídio: Ayotzinapa e vidas precárias na América Latina . Edições Ned, 2015.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 InSURgence: rights and social movements journal [InSURgência: revista de direitos e movimentos sociais]

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
This publication is licensed under a Creative Commons License, Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International.














