O mito da racionalidade institucional e a construção da democracia no processo de emergência e consolidação do Estado chileno.

Autores

  • Janaína Alexandra Costa

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v0i11.20074

Palavras-chave:

Chile. Estado. Democracia.

Resumo

As referências analíticas ao Estado e as práticas políticas no Chile estiveram comumente acompanhadas da noção de exemplo, quando se tratou da região latino-americana.
Neste artigo busca-se apresentar e questionar esta idéia de exemplaridade que acabou colaborando com a mitificação de tais esferas da política chilena, ou seja, do Estado e das
práticas políticas. Para tanto, lança-se mão da elaboração de um diálogo entre algumas das interpretações mais recentes da historiografia política sobre o tema e da observação, através desse diálogo, do processo de arranjo e consolidação das instituições democráticas no país, com relevo para as Constituições, o direito a sufrágio e a institucionalização dos partidos políticos. A perspectiva aqui adotada tem como norte a Carta de 1925, pois, por um lado, trata-se de um documento referencial na organização da vida política da nação e, por outro, teria sido a partir desse momento que a sociedade chilena passou a viver sob o maior período de estabilidade democrática de sua história, o qual foi encerrado em 1973 com uma intervenção militar.

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Biografia do Autor

Janaína Alexandra Costa

Mestre em Sociologia pela FCLAr- UNESP, Doutoranda em História FHDSS Franca ”“ UNESP, Professora assistente do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Tocantins, onde é membro do grupo de pesquisa PENSO.

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Publicado

2011-02-03

Como Citar

COSTA, J. A. O mito da racionalidade institucional e a construção da democracia no processo de emergência e consolidação do Estado chileno. Em Tempo de Histórias, [S. l.], n. 11, 2011. DOI: 10.26512/emtempos.v0i11.20074. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/20074. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos