Abaixo as armas! O discurso a favor da neutralidade no debate sobre a Primeira Guerra Mundial no Brasil (1914-1917)

Autores

  • Livia Claro UERJ

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v0i24.14824

Palavras-chave:

Intelectuais. Primeira Guerra Mundial. Imprensa

Resumo

Em 1914, eclodiu na Europa a Primeira Guerra Mundial. Na conflagração entre as principais potências da época, os valores postulados pela Belle Époque foram postos em xeque. Do outro lado do Atlântico, longe do teatro de guerra, os intelectuais brasileiros sentiram o impacto do estado de beligerância e assumiram posturas buscando problematizar o conflito. O presente artigo propõe-se a analisar brevemente o discurso a favor da neutralidade no debate sobre a Primeira Guerra Mundial no periódico fluminense Jornal do Commércio, antes da entrada brasileira no conflito.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALCÂNTARA, F. F. A neutralidade do Brasil (com vistas ao Exmo. SenhorPresidente da República e ao Congresso Nacional). Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 15 de setembro de 1916, p. 11.

ALMEIDA, Theodoro Figueira de. Os novos destinos da América. Conferência realizada na sede da Federação Operária do Rio de Janeiro pelo Dr. Theodoro Figueira de Almeida, autor da “A Missão Americana” e fundador da “Liga Americana pela Paz”.Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1916, p. 22.

ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BEVILÁCQUA, Clovis. A repercussão da guerra no Brasil. Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1914, p. 3.

BONFIM, Manoel. A obra do germanismo. Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1914, p. 2.

CARVALHO, Antônio dos Reis. A instrução e a guerra. Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 1914, p. 2.

CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1982.

CERTEAU, Michel. “História, ciência e ficção”. In: História e Psicanálise. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. p. 45-70.

COSTA, Angela Marques da; SCHWARCZ, Lilia Moritz. 1890-1914: no tempo das certezas. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

GELLNER, Ernest. Dos nacionalismos. Lisboa: Editorial Teorema, 1998.

LIMA, Oliveira. A S. Ex. o Sr. Dr. Wenceslau Brás e ao seu ilustre ministro Dr. Nilo Peçanha ”“A situação. Jornal do Commércio. Rio de Janeiro. 10 de maio de 1917, p. 6.

MARTINS, Wilson. História da Inteligência Brasileira. São Paulo: Cultrix: Editora da Universidade de São Paulo, 1978.

MELLO, Higino. Aos Ilmos.Srs. Presidente esócios do Clube Germânia. Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1914, p. 7.Os novos destinos da América.Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1916, p. 22-23.

OCTÁVIO, Rodrigo. A repercussão da guerra no Brasil. Jornal do Commércio. Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1914. p. 3.

RAMA, Angel. A cidade das letras. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.

SIRINELLI, Jean François. “As elites culturais”. RIOUX, Jean Pierre; _________________. Para uma história cultural. Lisboa: Editora Estampa, 1997. p. 347-390.

SIRINELLI, Jean François. “Os intelectuais”. RÉMOND, Réne. Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003. p. 231-269.

SKINNER, Quentin. Visões da política. Questões metodológicas. Lisboa: Editora DIFEL, 2005.

VINHOSA, Francisco Luiz Teixeira. O Brasil e a Primeira Guerra Mundial: a diplomacia brasileira e as grandes potências. Rio de Janeiro: IHGB, 1990.

Downloads

Publicado

2014-08-30

Como Citar

CLARO, Livia. Abaixo as armas! O discurso a favor da neutralidade no debate sobre a Primeira Guerra Mundial no Brasil (1914-1917). Em Tempo de Histórias, [S. l.], n. 24, 2014. DOI: 10.26512/emtempos.v0i24.14824. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/14824. Acesso em: 25 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.