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CHAMADA PARA ARTIGOS 2021

2020-04-16

01/2021

número 55: Tensões identitárias, diálogos e desafios na representação do indígena na literatura brasileira desde o século XVI

(Linha de Pesquisa: Políticas e poéticas do texto)

 

A proposta do número temático aglutinará estudos que discutem tanto o percurso histórico quanto os recursos estilísticos que (de)limitam a heterogeneidade dos elementos constituintes da identidade cultural no Brasil via representação do indígena e sua materialidade em diferentes gêneros literários, desde o século XVI até a contemporaneidade, podendo também contemplar estudos numa perspectiva comparada com as literaturas latino-americanas. Esse amplo espectro temporal permite examinar à luz das relações complexas entre identidade e alteridade e de conceitos como antropofagia, migração cultural, colonialidade, modernidade e decolonialidade, os sentidos de pertencimento e de identidade na literatura brasileira, tomando em consideração a figuração dos povos indígenas. Algumas pistas de reflexão são propostas :

 

  • a construção literária da figura do indígena através de textos que representam as relações entre povos indígenas e colonizadores ;
  • o imaginário conciliador do processo de construção da nação e sua desconstrução;
  • a mitificação da figura do « índio »
  • os estereótipos e as origens da intolerância na percepção da alteridade dos povos indígenas
  • formas de representação da coexistência de culturas distintas 
  • figurações de territorialidades indígenas na contemporaneidade
  • de objeto da representação a sujeito da enunciação : a literatura indígena contemporânea

 

Organizadores:

Danglei de Castro Pereira (UnB)

Rita Olivieri-Godet(Universitè Rennes 2)

Rosana Cristina Zanelatto Santos (UFMS/CNPq)

Data limite para envio de artigos:  16/08/2020 

 

Organizadores:

Danglei de Castro Pereira (UnB)

Rita Olivieri-Godet(Universitè Rennes 2)

Rosana Cristina Zanelatto Santos (UFMS/C

02/2021 

número 56:   Artes e Letras nos séculos XVI e XVII

Linha de Pesquisa : Estudos literários comparados

Dedicamos este número da Revista Cerrados (Pós-graduação/UnB) a estudos sobre as artes e letras dos séculos XVI e XVII com ênfase em gêneros, preceptivas e práticas de representação, trazendo para o debate pesquisas que abarquem desde a recepção das artes e preceptivas greco-latinas nos séculos XVI-XVII, gêneros literários praticados e comentados, novas edições em vernáculo de obras antigas, estudos de casos, e as relações entre as artes e letras seiscentistas e as contemporâneas. Nas últimas décadas, os estudos sobre as obras do Antigo Regime vem contribuindo para uma renovação conceitual que afeta as bases críticas da teoria literária em pelo menos duas frentes: a história da literatura entendida como contínuo positivo e a do literário como reflexo do real. Evitando as generalizações transistóricas, as pesquisas sobre o tema privilegiam a reconstituição dos gêneros com seus códigos de produção e recepção, em um campo necessariamente interdisciplinar em que convergem História, Filologia, Filosofia e Retórica, entre outras disciplinas. Uma leitura crítica dessas práticas de representação deve alavancar as sobredeterminações de um sistema pedagógico e de uma tradição comum: a de letrados e artistas que trabalham com gêneros que têm como base a oratória. Destacamos ainda que a transformação da crítica decimonônica em peça de arquivo favorece a reconstituição dos elementos poéticos e retóricos que estruturaram as obras do período, atravessadas pelas dobras da distância que determinaram os protocolos de recepção que nos separam das sociedades de corte.

Prazo para o envio de textos:  09/08/2020

Organização: José Luis Martinez Amaro Tel (UnB) e Lavinia Silvares (UNIFESP)

 

 

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Edição Atual

v. 29 n. 52 (2020): Dossiê: Realismo e atualidade: horizontes da criação artística em tempos hostis

Conforme Lukács sublinhou em sua Estética (1963), a obra de arte é uma totalidade intensiva e, não, extensiva. Porém, se na sociedade capitalista a totalidade de objetos (ou a apresentação de um estado de mundo) não é mais possível, que possibilidades se fecham e também se abrem para a arte frente à realidade atual? Apresenta-se, assim, a questão do realismo como inseparável da luta contra a reificação e as formas de opressão dela resultantes. Em tempos hostis à arte e à sociabilidade humanizada, configurar a totalidade artisticamente será, então, uma forma de combate contra o mundo reificado, conduzido por forças autoritárias? A obra de arte será, desse modo, capaz de iluminar as contradições que o capitalismo impõe no início deste século XXI? No mundo do capitalismo com dimensão planetária, pode a arte configurar a totalidade, e não apenas configurar, mas também vislumbrar horizontes de superação? Tais questionamentos permanecem válidos neste momento em que a teoria e a crítica literária voltam a falar em “impulso realista” (Ulka Anjaria: “The Realist Impulse and the Future of Poscoloniality”) ou “Worlding Realism” (Lauren M. E. Goodlad: introdução a “Worlding Realism Now”. Novel: A Forum on Fiction 49:2, 2016) ou ainda “Peripheral Realisms” (Jed Esty and Coleen Lye: “Peripheral Realisms Now”. Modern Language Quarterly 73:3, 2012). A retomada, hoje, na Europa, na Ásia e na América, dessas discussões, desde há muito centrais para a crítica estética dialética, indica a sua importância na atualidade e a necessidade de aprofundá-las, assumindo também a sua clara dimensão humana e social, sem a qual elas são meramente retóricas. Levando-se em conta a grandeza e a profundidade que a arte proporciona à inteligibilidade da história e da ação humana, principalmente em momentos em que a realidade impõe limites ao seu entendimento, torna-se imprescindível aprofundar a discussão acerca das contradições pretéritas ainda não resolvidas, dos desafios do presente e das perspectivas futuras, por meio de uma das maiores riquezas da produção humana: a arte, memória viva da humanidade, crítica da vida e modo de descobrir o núcleo da vida entre os mecanismos crescentes de alienação e opressão do ser humano.

 

Neste número da Cerrados, “Realismo e atualidade: horizontes da criação artística em tempos hostis”, reunimos artigos que dedicados à discussão dos limites e das possibilidades das formas artísticas, especialmente as literárias, no interior da sociedade capitalista e seus mecanismos de estreitamento opressivo e alienante, bem como vislumbrar perspectivas de superação, a partir da problematização e da figuração das contradições aprofundadas em conjuntura de rearranjo autoritário. Encontram-se, também, no espectro da reflexão proposta por este volume da Cerrados, artigos que abordam os seguintes problemas: 1) as relações contraditórias entre a literatura e as velhas e novas formas de autoritarismo; 2) as especificidades dos gêneros literários e artísticos em sua conexão com a vida social; 3) o estudo da particularidade estética em contextos de opressão; 4) as formas da poesia, da novela, do conto e do romance, considerando-se as formulações de tradição estética ocidental frente à atualidade; 5) o estudo do realismo na dimensão da dialética hegemonia e marginalidade; centro e periferia.

Ao menos um dos autores da contribuição enviada deverá ter a titulação de doutor.

Publicado: 2020-05-01

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