“Traço então a nossa roda gira-gira”
a escrevivência enquanto aliança político-poética a partir de relatos entre academia e docência
DOI :
https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i69.59938Mots-clés :
Conceição Evaristo, Escrevivência, LiteraturaRésumé
Este artigo tem a escrevivência como estudo central. A partir da escrevivência, serão proposta algumas interpretações e experiências em torno de relatos acadêmicos e da atuação docente de três egressas do curso de Doutorado em Literatura e Práticas Sociais, pelo Poslit/UnB. A partir dos testemunhos, pesquisas e argumentações, é esperado observar neste artigo como a escrevivência pode mobilizar a emancipação social e o pensamento crítico. Por meio dessa ferramenta, foi possível reconciliar as percepções e performances narrativas, assim como se pôde ampliar o arcabouço teórico e político-social. A escrevivência escapa às delimitações metodológicas, visto que ela sugere uma arte que movimenta a prática cotidiana libertária, ao induzir a performance da palavra enquanto fundamental teoria da arte negro-brasileira. Para isso, o referencial teórico utilizado neste artigo centraliza a obra de Conceição Evaristo em diálogo aberto com Denise Ferreira da Silva, Nilma Lino Gomes, Bárbara Carine, Sonia Coutinho, Lewis Ricardo-Gordon, entre outros. Diante do exposto, este artigo experimenta a palavra, as experiências e a vida atravessada pelas narrativas evaristianas como ponto de partida político-social para lidar com a arte negro-brasileira em um espectro amplo, profundo e libertário do modo de viver a literatura, em sua teoria e em suas práxis humanas no cotidiano.
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