Travesti y doutora, eu?

a carcaça trans y a vida acadêmica

Autores

  • Manuela Rodrigues Santos Instituto Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i69.59794

Palavras-chave:

Transescrita, vidas trans, representatividade, Representação

Resumo

Ao entrelaçar memória e poesia de autoria trans, revivo minhas vivências como aluna do programa de pós-graduação em literatura da UnB ao mesmo tempo em que discuto o que significa para as corporalidades trans ocupar esses espaços enquanto sigo me construindo como pesquisadora e como professora. Constituir-me travesti e doutora é atravessado pelas reflexões acerca da importância da representação e da representatividade. Assim, o corpo-político trans parte das contradições e assimetrias do mundo, sentidas na pele para invocar um feitiço: a palavra; uma palavra encarnada que transforma fragilidade em potencialidade no ato da escrita que se constrói ao fundir nossa experiência pessoal e visão de mundo à realidade social em que vivemos, à nossa história, à nossa perspectiva.

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Publicado

24-12-2025

Como Citar

Rodrigues Santos, M. (2025). Travesti y doutora, eu? a carcaça trans y a vida acadêmica. Revista Cerrados, 34(69), 73–85. https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i69.59794

Edição

Seção

50 anos de POSLIT: edição comemorativa

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