Travesti y doutora, eu?
a carcaça trans y a vida acadêmica
DOI:
https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i69.59794Palavras-chave:
Transescrita, vidas trans, representatividade, RepresentaçãoResumo
Ao entrelaçar memória e poesia de autoria trans, revivo minhas vivências como aluna do programa de pós-graduação em literatura da UnB ao mesmo tempo em que discuto o que significa para as corporalidades trans ocupar esses espaços enquanto sigo me construindo como pesquisadora e como professora. Constituir-me travesti e doutora é atravessado pelas reflexões acerca da importância da representação e da representatividade. Assim, o corpo-político trans parte das contradições e assimetrias do mundo, sentidas na pele para invocar um feitiço: a palavra; uma palavra encarnada que transforma fragilidade em potencialidade no ato da escrita que se constrói ao fundir nossa experiência pessoal e visão de mundo à realidade social em que vivemos, à nossa história, à nossa perspectiva.
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