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03/2020

número 54 - Dossiê: Clarice Lispector: 100 anos entre outras artes

Organizadores:

André Luís Gomes (Universidade de Brasília)

Carlos Mendes de Sousa (Universidade do Minho)

Data limite para envio de artigos: 17 de maio de 2020. (prazo prorrogado para 14/06/2020)

 Apesar das variadas datas de nascimento de Clarice Lispector registradas em diferentes documentos,  os biógrafos concluíram que a autora nasceu em 10 de dezembro de 1920, portanto, em 2020, comemoraremos os 100 anos da escritora.  Um século de uma literatura multifacetada tanto do ponto de vista da escrita como dos meios artísticos através dos quais Clarice Lispector buscou interrogar a si própria e sua escrita e expressar seu (des)entendimento com o mundo. Conhecida e consagrada por seus romances e contos, Clarice foi também tradutora, jornalista, cronista, pintora e dramaturga.  Em qualquer uma dessas atividades, Clarice buscava sempre  “um modo de se interrogar no interior do ato criativo”, procurando, como G.H.,  desvendar e  problematizar o ser e o estar no instante-já da vida (explosão). Em Clarice Lispector: figuras da escrita,  o crítico e ensaísta  Carlos Mendes Sousa, um dos organizadores deste dossiê,  apresenta alguns questionamentos sobre a escrita clariceana: “O que dissolve a verdade possível da cena? O que desrealiza a consistência verossímil da lembrança?” e, em seguida responde:  “Justamente a sensação figurando a escrita. As palavras como que devoram as imagens. Como se se traduzisse a sensação que está na origem do ato da escrita: da imagem à palavra.” 

Em edição comemorativa, a Revista Cerrados (Revista do Programa de Pós-Gradução em Literatura), ratura), dedica esse dossiê para reunir artigos sobre as relações da autora de Perto do coração selvagem  com as outras artes, nas quais Clarice Lispector procurou  - e através de transcriações e traduções essa procura ainda continua - uma maneira de atuar política, artística e socialmente sobre sua realidade circundante.

 

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  • Modernismos e modernidades na literatura e nas artes (Cerrados 59 2/2022)

    2021-08-05

    Pensar a arte na modernidade é considerar que, desde os finais do século XIX, nada mais foi estável e que os cruzamentos, interações e combinações entre as linguagens (artísticas ou não) se tornaram cada vez mais complexos e inevitáveis. Por isso, tendo por foco os finais do século XIX e o início do século XX, este número da Revista Cerrados se dedicará a refletir e a discutir sobre produções artísticas que, ao longo dessa virada de séculos, reivindicaram e comunicaram, no Brasil e no mundo, os espaços de diálogos, fronteiras e interferências entre as artes.

    Época marcada por efervescências, inovações, rupturas e junções artísticas, sabe-se que no limiar desses séculos conviveram – por meio de tensões permanentes – novas e velhas condições de produção artística, interferências entre as artes, Vanguardas e movimentos artísticos modernistas, o que faz desse contexto artístico-cultural um grande palco de reivindicações, ataques e revoluções estéticas.

    Expressão das instabilidades e permeabilidades das artes, a virada dos séculos nos fornece inúmeros exemplos de produções que reclamaram novas configurações, romperam com regras artísticas preestabelecidas e se exprimiram em composições híbridas. Interessam, portanto, a este dossiê esses diversos espaços de reivindicações das modernidades crescentes.

    De Mallarmé a Apollinaire, dos diálogos aos confrontos entre a palavra e a imagem, das interações fotoliterárias às mesclas com as colagens e o cinema, passando pelas inovações e rupturas teatrais e musicais e pelas Vanguardas na Europa e Semana de Arte Moderna de 22 no Brasil, sem ignorar os seus desdobramentos no futuro da Literatura, da Pintura, da Música, do Teatro, da Fotografia, da Dança e do Cinema, são bem vindas proposições que discutam as novidades e os cruzamentos entre as artes desse período, seja do ponto de vista teórico-metodológico, seja a partir de estudos e análises de obras específicas.

    Este dossiê da Revista Cerrados pretende, assim, reunir artigos que abordem e discutam sobre as reivindicações das modernidades, as relações e os diálogos entre a literatura e as artes, bem como sobre produções artísticas localizadas no período destacado que sejam marcadas pela confluência, combinação, interferência e/ou renovação de linguagens.

    Comissão Organizadora:

    Juliana Mantovani (PósLIT – UnB)

    Sidney Barbosa (PósLIT – UnB)

     Prof. Dr. Rémy Lucas (La Rochelle Université).

     

     

    Data Limite para envio de artigos: 25/02/2022

    Saiba mais sobre Modernismos e modernidades na literatura e nas artes (Cerrados 59 2/2022)
  • Imaginários botânicos (Cerrados 60 - 3/2022)

    2021-07-29

    Ementa: As plantas, em sua alteridade radical, surpreendem ao desestabilizar algumas certezas que o pensamento ocidental, atrelado aos chamados "próprios do humano", construiu ao longo dos tempos para hierarquizar os viventes que compartilham conosco a experiência do mundo. A literatura e as artes, entretanto, nunca deixaram de lidar, por vias distintas, com essas questões, propondo uma nova percepção às demais formas de existência e, portanto, antecipando o movimento atual da chamada “virada vegetal”. Não são poucos os artistas e escritores que buscam ou buscaram reconfigurar a própria noção de vida, criando não apenas diferentes vias de conexão com o mundo vegetal, como também novas experiências estéticas.

    Com vistas a uma discussão a esse respeito, este número da Cerrados propõe pensar com as plantas, a partir delas e por meio delas, outras maneiras de se conceber o mundo, a natureza e as relações entre os reinos animais e vegetais. O objetivo principal deste dossiê é compreender, tendo como referências as artes, a literatura e os saberes tradicionais, as possibilidades de contribuição das plantas, em seu enraizamento e suas expansões, para a reconfiguração dos conceitos de humano, humanidade e humanismo, bem como da própria noção de natureza.  Em diálogo com as novas visadas científicas e filosóficas sobre o mundo vegetal, propomos refletir sobre como os imaginários botânicos – agora e antes - propiciam a retomada de um vínculo há tanto tempo perdido com os seres não humanos, para além das cristalizações do que se convencionou chamar de vida.

     

     

    Comissão organizadora:

     

    Profª Drª Fabricia Walace Rodrigues (Presidente) - UnB

    Profª Drª Isabel Krantz - Art University Linz of Viena

    Profª Drª Maria Esther Maciel - UFMG/Unicamp

    Prazo para envio dos artigos: 29/04/2022

     

     

    Saiba mais sobre Imaginários botânicos (Cerrados 60 - 3/2022)
  • DOSTOIEVSKI: 200 anos (Cerrados 58 - 1/2022)

    2021-07-28

    Criada como uma reação à influência ideológica ocidental na Rússia do século XIX, a obra de Fiódor Mikhailovitch Dostoievski ultrapassou as fronteiras da Rússia, consagrando-o como um dos maiores autores literatura mundial. O interesse por sua obra justifica-se tanto pela abrangência dos seus temas quanto pelas peculiaridades de sua construção artística. Em uma resposta a questões ideológicas do seu meio, Dostoievski tematiza o conflito entre razão e fé, racionalismo e paixão. Contra qualquer visão determinista do ser humano, Dostoievski defende a possibilidade do livre arbítrio, enfatizando que o homem não cabe em qualquer tipo de automatização que o subtraia de decisões éticas. Mikhail Bakhtin considera Dostoievski o criador do romance polifônico, baseado no confronto entre diversos pontos de vista concorrentes com a visão do próprio autor, sendo esse o modo dominante de construção de seus principais personagens.

    Pela profundidade com que aborda as questões humanas, Dostoievski influenciou autores do século XX como Kafka e Camus. Sua influência não se limita à literatura, pois o conteúdo de sua obra o torna precursor da Psicanálise e do Existencialismo. Não sendo tecnicamente um filósofo, tornou-se um dos autores mais analisados à luz da filosofia. Apesar da complexidade de suas obras-primas, Dostoievski como é um dos clássicos mais lidos pelo grande público, com diversas adaptações para o cinema.

    Passados duzentos anos do nascimento de Dostoievski (11 de novembro de 2021), a revista Cerrados dedicará um número especial voltado para uma análise crítica de suas obras, em seus diversos aspectos, incluindo a relação de sua obra com questões contemporâneas.

     

    Ao menos um dos autores da contribuição enviada deverá ter o título de doutor.

    A revista Cerrrados aceita textos em português, inglês, italiano e francês.

     

    Prazo para envio: 17/12/2021

     

    Comissão Organizadora:

    João Vianney Cavalcanti Nuto (UnB)

    André Luís Gomes (UnB)

    Luciano Ponzio (Università del Salento – Lecce – Itália)

    Saiba mais sobre DOSTOIEVSKI: 200 anos (Cerrados 58 - 1/2022)