Acesso à energia, urbanidade embrionária e desenvolvimento em vilas amazônicas
DOI:
https://doi.org/10.18472/SustDeb.v16n3.2025.60512Palavras-chave:
Eletrificação, Índice de Progresso Social, Sistemas Híbridos de Energia, Desenvolvimento Local Amazônico, Urbanidade Embrionária na AmazôniaResumo
Este artigo analisa a relação entre eletrificação, desenvolvimento sustentável e formas urbanas emergentes em pequenas vilas da Amazônia brasileira ocidental. Essas comunidades, geralmente com um a cinco mil habitantes, apresentam um estágio inicial de consolidação urbana que depende de infraestrutura confiável para sustentar o bem-estar e a resiliência socioambiental. Utilizando o conceito de urbanidade embrionária e o Índice de Progresso Social como referências analíticas, o estudo avalia como o acesso à eletricidade influencia a educação, a saúde, a atividade econômica e a organização comunitária. Um estudo de caso na vila de Caiambé, no município de Tefé — Amazônia brasileira ocidental — investiga a transição de uma usina a diesel para um sistema híbrido com geração solar e baterias. Observações de campo e indicadores municipais mostram que a hibridização reduz o consumo de combustível, aumenta a segurança energética e fortalece os objetivos do ODS 7. Os resultados apoiam estratégias de baixo carbono para sistemas isolados e oferecem subsídios para o aprimoramento do programa Luz para Todos com diretrizes de descarbonização.
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