Cangaço

mulheres e memória (1930-1940)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v1i39.38823

Palavras-chave:

Bando. Cangaço. Mulher.

Resumo

Este breve artigo pretende discutir alguns aspectos da participação feminina no Cangaço, características da principal classe social à qual emergiram, e a mitificação que fora construída e reproduzida em torno dessas mulheres. Destaca-se a dissemelhança entre Maria de Lampião e Dadá, que enquanto cangaceiras, realizaram ações que iam contra certos paradigmas da sociedade sertaneja (mas preservando seu código). A proximidade dos bandoleiros para com os nordestinos preservou uma memória (coletiva) que se distancia da documentação, através do uso da História e Memória apontamos como os fatos podem ter tomado tal desdobramento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antoniel Neres dos Santos, Universidade Cruzeiro do Sul

Graduado em História Licenciatura pela Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Realizou estágio no ensino básico em escolas de tempo integral. Atua nas áreas de História e Museologia.

Referências

ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de. Lampião: as mulheres e o cangaço. São Paulo: Traço. 2012.

DIAS, José Umberto. Dadá. 2ª edição, Salvador: EGBA/Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1989.

FREITAS, Ana Paula Saraiva. A Presença Feminina no Cangaço: Práticas e Representações (1930-1940). Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Ciências e Letras, UNESP. Assis, 2005.

GAUER, G.; GOMES, W.B. Recordação de Eventos Pessoais: Memória Autobiográfica, Consciência e Julgamento. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 24, n. 4, 507 – 514, São Paulo, 2008.

GOMES, Karolina.; HACKMAYER, Monika.; PRIMO, Virgínia. Lampião, Virgulino e o Mito: 70 anos do fim do Cangaço. Agenda 2008/Eclética – PUC-Rio Digital, Rio de Janeiro, 2008.

MELLO, Frederico Pernambucano de. Apagando Lampião: Vida e morte do rei do cangaço. São Paulo: Global, 2018.

MONTEIRO, Francisco Roberto Pedrosa. O outro lado do cangaço: As forças volantes em Pernambuco 1922-1938. Dissertação (Mestrado em História) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, UFPE. Recife, 2002.

NEGREIROS, A. Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço. Rio de Janeiro: Objetiva, 2018.

SANTOS, Mônica Celestino. Réus, analfabetos, trabalhadores e um major – A inserção social e política do parlamentar Cosme de Farias em Salvador. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA. Salvador, 2005.

Downloads

Publicado

2021-12-13

Como Citar

SANTOS, Antoniel Neres dos; COSTA, Jackeline Mendonça. Cangaço: mulheres e memória (1930-1940). Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 39, 2021. DOI: 10.26512/emtempos.v1i39.38823. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/38823. Acesso em: 19 jun. 2024.