O desenvolvimentismo de Furtado e o liberalismo de Campos?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v1i38.35352

Palavras-chave:

Celso Furtado. Roberto Campos. Rede Intelectual.

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir através das obras autobiográficas de Celso Furtado e Roberto Campos as possíveis conexões de redes intelectuais estabelecidas entre os dois economistas a partir do ano de 1953. Para tal objetivo utilizaremos como referencial teórico as contribuições de Eduardo Devés-Valdés e outros autores complementares para visualizarmos as possibilidades teóricas e metodológicas que permitem a abordagem da História Intelectual. O interesse em abordar os dois economistas citados refere-se ao papel de protagonismo que ambos tiveram no pensamento econômico brasileiro do século XX, principalmente ao elaborarem influentes teorias econômicas, participarem de parcerias, comissões mistas e governos, principalmente atuando como planejadores. A hipótese central do artigo é que foi estabelecida uma conexão de rede intelectual entre Furtado e Campos na época da formação da Comissão Mista CEPAL-BNDE. Para trabalhar esta hipótese iremos explorar dentro das obras autobiográficas as aproximações e distanciamentos entre os dois economistas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento Econômico Brasileiro: O Ciclo Ideológico do Desenvolvimento. 2ªed. Rio de Janeiro: Contraponto, 1995.

CAMPOS, Roberto. A lanterna na popa. Rio de Janeiro: Topbooks, 1994.

COSTA, Adriane Vidal. Uma proposta teórico-metodológica para o estudo de redes intelectuais latino-americanas formadas nos exílios nas décadas de 1960 e 1970. In: Nas tramas da cidade letrada. Belo Horizonte: Fino Traço, 2018.

DEVÉS-VALDÉS, Eduardo. O Pensamento Latino-Americano no Século XX: tomo II ”“ Da CEPAL ao Neoliberalismo (1950-1990). Trad. Gilmar Antonio Bedin e Joice Graciele Nielsson. Ijuí: Editora Unijuí, 2014.

DEVÉS-VALDÉS, Eduardo. Redes Intelectuales en América Latina: Hacia la constitución de una comunidad intelectual. Santiago de Chile: Segunda Época, 2007.

DOSSE, François. La Marcha de las Ideas: Historia de los intelectuales, Historia Intelectual. Valência: Universitat de Valência, 2007.

ENNE, Ana Lúcia. O Conceito de Rede e as Sociedades Contemporâneas: Comunicação e Informação. V7, n°2. Pág 264-273.- jul. /dez.2004.

FURTADO, Celso. A Fantasia Desfeita. In: Obra Autobiográfica. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

LAHIRE, Bernard. Campo. In: CATANI, Afrânio Mendes [et al.] Vocabulário Bourdieu. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.

MALTA, Maria Mello (et. Al.). Ecos do Desenvolvimento: Uma História do Pensamento Econômico Brasileiro. Rio de Janeiro: Ipea: Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. 2011.

SIRINELLI, Jean-François. Os Intelectuais. In: RÉMOND, Renné.(Org.). Por uma História Política. Trad. Dora Rocha. 2ªEd. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2003.

SILVA, Helenice Rodrigues. Fragmentos da História Intelectual: Entre Questionamentos e Perspectivas. Campinas: Papirus Editora, 2002.

Downloads

Publicado

2021-06-25

Como Citar

COELHO, F. M. . O desenvolvimentismo de Furtado e o liberalismo de Campos?. Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 38, 2021. DOI: 10.26512/emtempos.v1i38.35352. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/35352. Acesso em: 24 mar. 2023.