Do prólogo de sangue ao epílogo de bronze

a construção de um herói para Sergipe

Autores

  • Giliard Prado

DOI:

https://doi.org/10.26512/emtempos.v0i11.20073

Palavras-chave:

Monumento. Representações. Memória.

Resumo

Este artigo tem por objetivo reconstituir a história da construção do monumento a Fausto Cardoso em Aracaju, analisando sob que condições se efetivou e quais os interesses subjacentes nessa construção. Após a morte de Fausto Cardoso teve início um amplo movimento de culto à sua memória, cujo ápice se assinala na inauguração do monumento, em 1912, na principal praça de Aracaju. A construção do monumento é resultado das ações coordenadas pelos seguidores de Fausto Cardoso que, em razão do assassinato de seu líder no desfecho da revolta contra o grupo olimpista, apresentam-no como o mártir e o herói da liberdade dos sergipanos, ao mesmo tempo em que se colocam como seus herdeiros políticos e, conseqüentemente, como membros do único grupo capaz de levar a efeito a liberdade pela qual ele havia morrido.

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Biografia do Autor

Giliard Prado

Graduado em História pela UFS e mestrando em História Cultural pela UnB

Referências

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Publicado

2011-02-03

Como Citar

PRADO, G. Do prólogo de sangue ao epílogo de bronze: a construção de um herói para Sergipe. Em Tempo de Histórias, [S. l.], n. 11, 2011. DOI: 10.26512/emtempos.v0i11.20073. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/20073. Acesso em: 8 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos