A REESCRITURA DE THE COLOR PURPLE NO CINEMA:

UMA ANÁLISE DAS PERSONAGENS CELIE E SHUG

Autores

  • Raquel Barros Veronesi Universidade Federal do Ceará ”“ UFC

DOI:

https://doi.org/10.26512/belasinfieis.v4.n1.2015.11319

Palavras-chave:

Literatura Feminina Negra, Cinema, Tradução, Personagem

Resumo

Neste trabalho, analisamos a tradução das personagens Celie e Shug do romance de Alice Walker, The Color Purple (1982), para sua adaptação fílmica de 1985, dirigido por Steven Spielberg. Especificamente, investigamos a reescritura do relacionamento homoafetivo entre as personagens, no cinema, uma vez que se trata do amor entre duas mulheres negras no início do século XX. Diante de aspectos suscitadores de discussões polêmicas ”“ ser mulher, ser negra, ser homossexual ”“ percebemos a dificuldade de adaptar tais personagens para o meio cinematográfico. Acreditamos, portanto, que, devido a exigências mercadológicas diferentes das que regem a Literatura e considerando a época em que foi lançado, o filme suaviza algumas cenas em que Celie e Shug demonstram o amor que sentem uma pela outra. Assim, utilizando os Estudos Descritivos da Tradução (TOURY, 2012), objetivamos investigar quais estratégias foram utilizadas no processo de tradução de situações que demonstram esta relação afetiva, observando como o filme lida com a proposta de Walker, que busca evidenciar a mulher negra e sua trajetória de luta contra a discriminação gênero-racial.

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Referências

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Publicado

19-08-2015

Como Citar

VERONESI, Raquel Barros. A REESCRITURA DE THE COLOR PURPLE NO CINEMA:: UMA ANÁLISE DAS PERSONAGENS CELIE E SHUG. Belas Infiéis, Brasília, Brasil, v. 4, n. 1, p. 169–180, 2015. DOI: 10.26512/belasinfieis.v4.n1.2015.11319. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/belasinfieis/article/view/11319. Acesso em: 12 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos

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