Cristianismo e a Renúncia de si no Último Foucault

Autores

  • Rafael Siqueira Monteiro Secretaria de Educação do Estado do Pará, SEDUC/PA

DOI:

https://doi.org/10.26512/rfmc.v8i3.31766

Palavras-chave:

Cristianismo. Renúncia de si. Verdade. Sujeito. Confissão.

Resumo

O presente artigo analisou como o cristianismo produziu uma subjetividade por meio da qual o sujeito renunciou a si mesmo. Defendemos a hipótese de que esse modo de subjetivação cristã somente foi possível graças a duas características presentes na relação sujeito e verdade no cristianismo primitivo: a obrigatoriedade de confessar uma verdade de si e a imperfeição que caracteriza a natureza humana na antropologia cristã. Em outras palavras, a confissão da verdade de si tornou-se uma espécie de cura para os pecados oriundos da natureza imperfeita dos homens. Nesse duplo movimento que se iniciava por uma hermenêutica de si e findava na verbalização da verdade encontrada em seu próprio interior, o sujeito se enredou em uma malha de poder constituída por verdades confessadas que o levaram a renunciar a si mesmo.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Rafael Siqueira Monteiro, Secretaria de Educação do Estado do Pará, SEDUC/PA

Professor da Secretaria de Educação do Estado do Pará (SEDUC/PA). Mestre em filosofia pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Referências

ALVES, A.S. Marco. “Cristianismo e racionalidade política moderna em Michel Foucault”. Revista do Departamento de Filosofias e Métodos Universidade Federal de São João del Rei, São João del Rei, 2016/2, n.17, pp. 76-88. Disponível em[https://ufsj.edu.br/revistaestudosfilosoficos/revista_no_17.php]: acessado em [14/06/2019].

CHEVALLIER, Philippe. Michel Foucault et le christianisme. ENS ÉDITIONS: Lyon, 2011.

__________, Philippe. O cristianismo como confissão em Michel Foucault. Tradução de Pedro de Souza e Maria José Werner Salles. In: CANDIOTTO, C.; SOUZA, P. (Orgs). Foucault e o cristianismo. Autêntica: Belo Horizonte, 2012.

FOUCAULT, Michel. Dits et écris, IV, Paris: Gallimard, 1994.

__________, Michel. La parrêsía. Tradução de Jorge Álvarez Yágüez. Madrid: Biblioteca Nueva, 2017.

__________, Michel. Les aveux de la chair. Paris: Gallimard, 2018a.

__________, Michel. Malfazer, dizer verdadeiro. Tradução de Ivone C. Benedetti. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2018b.

__________, Michel. Do governo dos vivos. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2018c.

__________, Michel. História da loucura. Tradução de José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Perspectiva, 2019.

GROS, Frédéric. « Michel Foucault, une philosophie de la vérité ». In : FOUCAULT, Michel. Philosophie : anthologie. Anthologie établie et présentée par Frédéric Gros et Arnold I. Davidson. Paris: Gallimard, 2004.

MANICKI, Anthony. Técnicas de si e subjetivação no cristianismo primitivo: uma leitura do curso Do governo dos vivos. Tradução de Pedro de Souza. In: CANDIOTTO, C.; SOUZA, P. (Orgs). Foucault e o cristianismo. Autêntica: Belo Horizonte, 2012.

SAUQUILLO, Julián. Michel Foucault: Poder, saber y Subjetivación. Madrid: Alianza Editorial, 2017.

SENELLART, Michel. Verdade e subjetividade: uma outra história do cristianismo. Tradução de Cesar Candiotto e Pedro de Souza. In: CANDIOTTO, C.; SOUZA, P. (Orgs). Foucault e o cristianismo. Autêntica: Belo Horizonte, 2012.

Downloads

Publicado

2021-01-31

Como Citar

SIQUEIRA MONTEIRO, R. Cristianismo e a Renúncia de si no Último Foucault. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 265–284, 2021. DOI: 10.26512/rfmc.v8i3.31766. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/fmc/article/view/31766. Acesso em: 1 ago. 2021.