Analiticidade e Sinteticidade: A Forma Judicativa do Conhecimento em Kant

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/rfmc.v7i3.28858

Palavras-chave:

distinção entre juízos analíticos e sintéticos; críticas à distinção kantiana; possibilidade de juízos sintéticos a priori; sensibilidade e entendimento; dedução das categorias.

Resumo

Este trabalho aborda a distinção entre juízos analíticos e sintéticos como fundamento sistemático de estruturação da epistemologia kantiana. Inicialmente, são considerados a formulação e os exemplos dessa distinção. Depois, são ponderadas as críticas de Eberhard, Lovejoy, Quine e White. Por fim, é discutida a originalidade da posição kantiana quanto à distinção em questão e à possibilidade de juízos sintéticos a priori. A conclusão apresentada é a de que a originalidade da posição kantiana repousa nos dois elementos que fundamentam a sua teoria do conhecimento: a autossuficiência originária das faculdades do entendimento e da sensibilidade e a sua correlação necessária no que concerne à fundamentação do conhecimento humano.

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Biografia do Autor

Adriano Perin, Instituto Federal de Santa Catarina, IFSC

Professor de filosofia do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) ”“ Câmpus Criciúma. Doutor em Filosofia pela UNISINOS. 

Danilo Ribeiro Medeiros, Instituto Federal de Santa Catarina, IFSC

Estudante do curso Técnico Integrado em Mecatrônica do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) ”“ Câmpus Criciúma. 

Gabriel Dutra Henrique, Instituto Federal de Santa Catarina, IFSC

Estudante do curso Técnico Integrado em Química do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) ”“ Câmpus Criciúma. 

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Publicado

2020-01-26

Como Citar

PERIN, A.; RIBEIRO MEDEIROS, D.; DUTRA HENRIQUE, G. Analiticidade e Sinteticidade: A Forma Judicativa do Conhecimento em Kant. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, [S. l.], v. 7, n. 3, p. 195–224, 2020. DOI: 10.26512/rfmc.v7i3.28858. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/fmc/article/view/28858. Acesso em: 19 abr. 2021.