Punta-tacco Notas sobre aceleracionismo brasileiro (petismo)
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Résumé
Esse artigo quer compreender o petismo pela via do aceleracionismo, investigando a maneira como o Partido dos Trabalhadores pode ser entendido como um partido aceleracionista. Para isso, faz uma breve incursão nas dimensões mágicas e filosóficas do aceleracionismo, buscando delinear de que maneira tanto uma certa ética quando uma certa estética aceleracionista dar-se-iam através do que pode ser, por um lado, considerado xamanismo e, por outro, considerado modernismo. Nesse sentido, entende aceleracionismo como xamanismo e tanto uma coisa quanto a outra como modernismo. Utiliza essa investigação para aproximar-se do Brasil através de duas questões: por que Mark Fisher é editorialmente mais popular que Nick Land? e por que aceleracionismo é (tão) popular no Brasil? — perguntas que são devidamente revistas no decorrer do texto. Uma vez dentro da conversa brasileira, o texto faz um breve levantamento do diagnóstico da crítica uspiana quanto ao Brasil, buscando em Antonio Candido, Roberto Schwarz e Paulo Arantes a noção propriamente brasileira de seu lugar no mundo — ou fora do mundo, ou, ainda, como o texto argumenta, modelando o mundo através de uma certa dialética da malandragem.
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Références
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