Curupira em cena
vocalidades, sonoridades e poéticas contracoloniais afroindígenas na Amazônia Amapaense
DOI:
https://doi.org/10.26512/vozcen.v6i02.60069Palavras-chave:
Amazônia amapaense, Vocalidades, Sonoridades, Cena contracolonial, Ator-sonoplastaResumo
Este artigo investiga vocalidades e sonoridades na cena a partir do espetáculo Curupira - um ser inesquecível (Movimento Cultural Desclassificáveis, Macapá-AP), propondo uma perspectiva contracolonial da escuta e da agência sonora na Amazônia amapaense. Adota-se uma concepção expandida de vocalidade, em que os instrumentos são notados como vozes da floresta — seres não humanos que participam da dramaturgia e do pensamento sonoro da cena. Discutem-se cosmologias afro-indígenas que concebem os instrumentos como seres/vozes e o entorno acústico como escrita cênica. Analisa-se a prática do ator-sonoplasta, a relação personagem-instrumento e os procedimentos de criação colaborativos.
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