Territorio usado, rugosidades e patrimonio cultural: ensaio geográfico sobre o espaço banal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/patryter.v2i4.26485

Palavras-chave:

Territorio usado. rugosidade. preservação. patrimonio cultural de interesse público.

Resumo

Este texto é um ensaio geográfico de natureza teórico-crítica, que elabora sobre a teoria da preservação do patrimônio cultural de interesse público. Trata-se de uma contribuição da Geografia, trazendo o espaço geográfico como instância social, o espaço banal, para essa elaboração. Para tanto, partimos de uma apresentação dos limites impostos a ela, formulando sobre alguns conceitos-obstáculo, para a compreensão sobre o mundo que, no presente, sempre se apresenta como uma crise. Esse mundo globalizado, acelerado, fugaz, portador de perversidades e de um processo crescente de constituição de desigualdades socioespaciais. Como nesse mundo tratar da preservação do patrimônio ambiental, diante da volúpia, dinâmica e voracidade que o caracteriza? A Geografia traz para discussão os conceitos de território usado, rugosidades, paisagem e lugar propostos pela Geografia Renovada fazendo apelo, ainda, aos conceitos de ação, duração e memória como mediação deste exercício teórico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Maria Adélia Aparecida de Souza, Universidade de Sao Paulo

Professora Titular da Universidade de Sao Paulo

Referências

Alvarado-Sizzo, I.; Costa, E. (2019). Situación geográfica turística en la era urbana y devenir campo-ciudad en América Latina. Investigaciones Geográficas 99). http://dx.doi.org/10.14350/rig.59792

Arendt, H. (1972). Du mensonge à la violence. Essais de Politique Contemporaine. Calmann-Levy, París: Chez Pocket.

Arendt, H. (2012). Origens do Totalitarismo. Antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras.

Baudrillard, J. (1996). As estratégias fatais. Rio de Janeiro: Ricco.

Bermejo, J.C. (2012). La consagración de la mentira. Entre la realidad y el silencio. Barcelona: Siglo XXI.

Bergson, H. (1964). A evolução criadora (A. C. Monteiro, Trad.). Rio de Janeiro: Editora Delta.

Berque, A. (2000). Écoumène. Introduction à l’étude des milieux humains. París: Éditions Belin.

Berque, A. (2014). Poétique de la Terre. Histoire Naturelle et histoire humaine, essai de Mesologie. París: Éditions Belin.

Bosi, E. (1994). Memória e Sociedade: Lembranças de Velhos. São Paulo: Companhia das Letras.

Costa, E. (2011). Totalidade urbana e totalidade-mundo. As cidades coloniais barrocas face à patrimonialização global. Tese de Doutorado defendida junto ao programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da USP, orientada pelo professor Francisco Capuano Scarlato.

Engels, F. Carta de Friedrich Engels a Walther Borgius (Heinz Starkenburg), 25 de Janeiro de 1894. In: SVERDLOV, M. Cartas de Karl Marx e Friedrich Engels. Paris: Editora da UCR J, 2007. (Disponivel em: http://www.scientific-socialism.de/FundamentosCartasMarxEngels250194.htm. Acesso em 05/08/2019.

Fanon, F. (1968). Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Hughes, T. P. (1980). Networks of power, electrification of western society. John Hopkins University Press. Baltimore/London.

Joerges, B. (1988). Large technical systems: concepts and issues. In Maynz, R.; Hughes, T. P. (eds). The development of large technical systems. Campus Verlag, Frankfurt. pp: 9-36.

Lemos, C. (1979). Arquitetura Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/EDUSP.

Lefebvre, H. (1974). La production de l'espace. L'Homme et la société, 31(1), 15-32.

Lévy, J. ; Retaillé, D. ; Durand, M.F. (1992). Le Monde: espaces et systèmes. París: Dalloz.

Marx, M. (1980). Cidade Brasileira. São Paulo. São Paulo: EDUSP.

Marx, M. (1989). Nosso Chão: do Sagrado ao Profano. São Paulo: EDUSP.

Morin, E.; Naïr, S. (1997). Pour une politique de civilisation. Paris: Arlea.

Ortega y Gasset, J. (2010). Meditações sobre a Técnica. Recife: MEC/Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana. Coleção Educadores.

Pinçon-Charlot, M.; Preteceille, E.; Rendu, P. (1986). Ségrégation urbaine: classes sociales et équipements collectifs em région parisienne. Paris: Anthropos.

Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder. Eurocentrismo e América Latina. In A colonialidade do saber. Eurocentrismo e Ciências Sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO. http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf

Quijano, A. (2002). Colonialidade, poder, globalização e democracia. Instituto Astrogildo Pereira/UNESP. Novos Rumos 17 (37)

Racionero, L. (1983). Del paro al ocio. Barcelona: Anagrama, Colección Argumentos.

Ramoneda, J. (1994). Qu’est-ce que la Ville? In Dalthier, J. ; Guiheux, A. La Ville. Art et Architecture em Europe. 1870 ”“ 1993. París: Centre Georges Pompidou.

Reis Filho, N. G. (1968). Contribuição ao estudo da evolução urbana do Brasil (1500/1720). Pioneira: São Paulo.

Reis Filho, N. G. (1978). Quadro da Arquitetura no Brasil. Coleção Debates nº 18, 4ª ed. São Paulo: Perspectiva.

Reis Filho, N. G. (1994). São Paulo e outras cidades: produção social e degradação dos espaços urbanos. São Paulo: Hucitec.

Santos, M. (1982). Pensando o Espaço do Homem. São Paulo: HUCITEC.

Santos, M. (1978). Por uma Geografia Nova. São Paulo: EDUSP/HUCITEC.

Santos, M. (1996). A Natureza do Espaço. técnica e tempo ”“ razão e emoção. São Paulo: HUCITEC. * Editados recentemente pela EDUSP.

Santos, M. (2000). Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record.

Sartre, J.P. (1985). Critique de la raison dialectique. Précédé de Questions de Méthode. Tome I. París: Gallimard NRF.

Souza, M. A. (1994). A Identidade da Metrópole. São Paulo: EDUSP/HUCITEC.

Souza, M. A. (2015). Multidisciplinaridade na pesquisa geográfica contemporânea. In Rocha, M.;Garbin, E. Multidisciplinaridade na pesquisa geográfica contemporânea, pp. 7-22. Maringá: UEM- PGE.

Toledo, B. (1980). Três Cidades em uma só. São Paulo: Duas Cidades.

Vilaschi, J.N.S. (2014). Hermeneutica do patrimônio e apropriação do território em Ouro Preto ”“ MG. Tese de Doutorado defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da FFLCH da USP.

Yazigi, E. (1976). Programa de Preservação e Revitalização do Patrimônio Ambiental Urbano. Política de Desenvolvimento Urbano e Regional. CAR/Coordenadoria de Ação Regional. São Paulo: Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.

Yazigi, E. (2019). Ensaio teórico pela patrimonialização do espaço banal um enlace de geografia-urbanismo-planejamento e turismo. PatryTer Revista Latinoamericana e Caribenha de Geografia e Humanidades, 2 (3), pp. 1-7. https://doi.org/10.26512/patryter.v2i3.14281

Downloads

Publicado

01-10-2019

Como Citar

Souza, M. A. A. de. (2019). Territorio usado, rugosidades e patrimonio cultural: ensaio geográfico sobre o espaço banal. PatryTer, 2(4). https://doi.org/10.26512/patryter.v2i4.26485

Edição

Seção

Artigos