A experiência das Promotoras Legais Populares da UFRJ no enfrentamento ao patriarcado

The experience of the Popular Legal Promoters of UFRJ in confronting patriarchy

Autores

  • Cristiane Brandão Augusto
  • Mariana Trotta Dallalana Quintans
  • Isabela Vaslin Miranda
  • Rayssa Cabral Costa

Palavras-chave:

promotoras legais, mulheres, patriarcado, direito

Resumo

Resumo O Brasil é um dos países que mais viola os direitos das mulheres no mundo e, no cenário da pandemia da Covid-19, as estatísticas sobre violência de gênero, nas suas distintas formas, aumentaram expressivamente. Assim, se fazem ainda mais urgentes práticas de resistência feminista ao patriarcado, como os cursos de Formação de Promotoras Legais Populares (PLPs). O presente texto apresenta os princípios, a metodologia, os objetivos e os resultados do projeto PLPs, que surgiu como disciplina de extensão na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2016.

Palavras-chave: Promotoras Legais Populares; Direitos das Mulheres; Patriarcado; Violência de Gênero.

Abstract Brazil is one of the countries that most violates women’s rights in the world and, in the scenario of the Covid-19 pandemic, statistics on gender violence, in its different forms, have increased significantly. Therefore, it is even more urgent to practice feminist resistance to patriarchy, such as Popular Legal Promoters (PLPs) courses. This text presents the principles, methodology, objectives and results of the PLPs project, which emerged as an extension discipline at the Federal University of Rio de Janeiro, in 2016.

Keywords: Popular Legal Promoters; Women’s Rights; Patriarchy; Gender Violence.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALMEIDA, Suely Souza de. Femicídio: algemas (in)visíveis do público-privado, Rio de Janeiro: Livraria e Editora Revinter Ltda, 1998.

INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Pesquisa: Dossiê Mulher, 2019. Disponível em: http://arquivos.proderj.rj.gov.br/isp_imagens/uploads/DossieMulher2019.pdf. Acesso em 27.04.21.

AUGUSTO, Brandão Cristiane. (et. al.) Estratégias de Enfrentamento à violência de gênero no Rio de Janeiro: a experiência das Promotoras Legais Populares na UFRJ. In: Souza Jr (et. al.) Promotoras Legais Populares Movimentando mulheres pelo Brasil: análises de experiências, 1a Edição. Brasília: Universidade de Brasília, 2019.

BEAUVOIR, Simone. O Segundo Sexo. vol. 2, trad. Sérgio Milliet, São Paulo: Círculo do livro, 1967.

FONSECA, Lívia Gimenes Dias da (2012). A luta pela liberdade em casa e na rua: a construção do Direito das mulheres a partir do projeto Promotoras Legais Populares do Distrito Federal. Dissertação (Mestrado em Direito). Universidade de Brasília, UnB.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA; INSTITUTO DATAFOLHA. Pesquisa: Visíveis e Invisíveis: a Vitimização de Mulheres no Brasil, 2019. Disponível em: https://assets-dossies-ipg-v2.nyc3.digitaloceanspaces.com/sites/3/2019/02/FBSP_2018_visivel-invisivel-vitimizacao-de-mulheres.pdf. Acesso em 27.04.21.

FREIRE, Paulo; Ira Shor. Medo e ousadia – O cotidiano do professor. trad. Adriana Lopez, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.

FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

____________. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 30. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GONÇALVES, Renata. O pioneirismo da mulher na sociedade de classes. In: SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade, 3ª edição. São Paulo: editora Expressão Popular, 2013.

HARAWAY, Donna. Saberes Localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, n.5, p.7-41, 1995.

HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça. Interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo Social, 2014. https://www.revistas.usp.br/ts/article/view/84979/87743

hooks, bell. Mulheres negras: moldando a teoria feminista. In: Revista Brasileira de Ciência Política, nº16, Brasília, janeiro - abril de 2015, pp. 193-210.

____________. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

____________. Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. São Paulo: editora Elefante, 2020.

____________. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Tradução Ana Luiza Libânio – 3ª edição. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2019

INSTITUTO AVON; DATA POPULAR. Pesquisa: Percepção dos homens sobre a violência doméstica contra a mulher, 2013. Disponível em http://centralmulheres.com.br/data/avon/Pesquisa-Avon-Datapopular-2013.pdf. Acesso em 30.04.2019.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira, Rio de Janeiro: IBGE. 2009. Disponível em: https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/. Acesso em 30.04.2019.

INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO;LOCOMOTIVA, 2020. Pesquisa: Violência Doméstica Contra a Mulher na Pandemia. Disponível em: dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/violencia-em-dados/para-87-da-populacao-a-pandemia-fez-com-que-a-violencia-contra-mulheres-aumentasse/. Acesso em 27.04.21.

IPEA. Políticas Sociais: acompanhamento e análise. Igualdade de Gênero. Brasília, 2022. Disponível em: https://portalantigo.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/politicas_sociais/220530_218154_bps_29_igualdade_gener.pdf

KERGOAT Danielè. Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In: Dicionário crítico do Feminismo. São Paulo: Editora Unesp, 2009, p. 67- 75

MOTA, Adriana; AUGUSTO, Cristiane. Violência na Sombra. In: A Violência contra as mulheres na perspectiva da segunda década do século XXI – Experiências e Desafios. Nova Friburgo: In Media Res, 2021.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade, 3ª edição. São Paulo: editora Expressão Popular, 2013.

__________. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.

SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES (SPM). Balanço 2014 do Ligue 180. Disponível em https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/dados-e-fontes/pesquisa/balanco-2014-do-ligue-180-central-de-atendimento-a-mulher-spm-pr-2015/. Acesso em 30.04.2019.

TELES, Maria Amélia de Almeida. O que são os Direitos Humanos das mulheres. São Paulo: Brasiliense, 2007. (coleção primeiros passos, no 321).

___________. 25 anos de Promotoras Legais Populares: a expansão transversal de ativismo feminista!. Em SOUSA JUNIOR, José Geraldo Sousa; FONSECA, Lívia Gimenes Dias da; BAQUEIRO, Paula de Andrade (Orgs.). Promotoras legais populares movimentando mulheres pelo Brasil: análises de experiências. 1. ed. Brasília: Universidade de Brasília, 2019.

UNIÃO DE MULHERES DE SÃO PAULO. Promotoras legais populares (histórico). Disponível em http://promotoraslegaispopulares.org.br/. Acessado em 20.04.2019.

WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil. Brasília: Flacso, 2015. Disponível em: www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/MapaViolencia_2015_mulheres.pdf. Acesso em 06.04.2019.

Downloads

Publicado

2022-09-15

Como Citar

CRISTIANE BRANDÃO AUGUSTO; MARIANA TROTTA DALLALANA QUINTANS; ISABELA VASLIN MIRANDA; RAYSSA CABRAL COSTA. A experiência das Promotoras Legais Populares da UFRJ no enfrentamento ao patriarcado: The experience of the Popular Legal Promoters of UFRJ in confronting patriarchy. Participação, [S. l.], v. 21, n. 37, p. 171–192, 2022. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/participacao/article/view/45046. Acesso em: 8 fev. 2023.