A participação dos povos indígenas no processo de elaboração de uma Constituição para o Chile (2022): uma releitura da identidade do sujeito constituinte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/revistainsurgncia.v9i1.45310

Palavras-chave:

Processo Constituinte Chileno, Povos Indígenas, Novo Constitucionalismo Latino-americano

Resumo

Como parte de um monólogo civilizacional, o Chile reproduziu uma fórmula de particular interesse ao longo de toda sua história: embora composto por diversos povos, o Estado-nação constituiu-se sem jamais reconhecer tais sujeitos como partes de sua identidade. Entre idas e vindas, a perpetuação de tal postura institucional contribuiu para que, recentemente, os povos indígenas participassem da deflagração de um processo constituinte instituído com a finalidade de superar profundas cicatrizes sociais. Neste contexto, este artigo tem como objetivo refletir a respeito da identidade do sujeito constituinte responsável pela elaboração de uma proposta de Constituição para o Chile a partir da participação, dos povos indígenas, no órgão responsável por sua redação, e nas implicações de tal medida para uma nova conceptualização do poder político chileno responsável por levar a cabo tal processo – o(s) Povo(s).

Biografia do Autor

Antonio Diogo Oliveira Herculano, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGD/UFRJ). Integrante do grupo de pesquisa INPODDERALES (PPGD/UFRJ).

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Publicado

31.01.2023

Como Citar

OLIVEIRA HERCULANO, Antonio Diogo. A participação dos povos indígenas no processo de elaboração de uma Constituição para o Chile (2022): uma releitura da identidade do sujeito constituinte. InSURgência: revista de direitos e movimentos sociais, Brasília, v. 9, n. 1, p. 389–406, 2023. DOI: 10.26512/revistainsurgncia.v9i1.45310. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/insurgencia/article/view/45310. Acesso em: 23 jul. 2024.

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