Tecnologia da perdição
uma análise filosófica
DOI:
https://doi.org/10.26512/rfmc.v13i2.59200Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Afetos políticos. Ética. Filosofia da tecnologia. Democracia.Resumo
O artigo analisa os impactos da inteligência artificial (IA) e das redes sociais na subjetividade contemporânea, destacando como essas tecnologias promovem uma "opacidade reflexiva" no sujeito moderno. Baseando-se sobretudo em Floridi, discute-se a IA como a "quarta revolução" epistemológica, que redefine a relação humano-máquina na infosfera. Em seguida, baseando-se em Antoinette Rouvroy, examina-se como a algoritmização da vida transforma indivíduos em dados, corroendo a autonomia e a ética, enquanto a hiperconexão gera alienação e fragmentação do espaço público. Por fim, apresenta-se como a filosofia persiste como domínio e refúgio fundamental para pensar esses novos problemas.
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