Inteligência artificial e robótica social
o poder das aparências
DOI:
https://doi.org/10.26512/rfmc.v13i2.57815Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Robótica Social. Conhecimento. Aparência. Corpo. Imitação.Resumo
Neste artigo nos propomos abordar em relação aos campos de estudo científico e tecnológico, por um lado, o da Inteligência Artificial, por outro, o da Robótica Social, com o propósito de abordar o estado atual do problema da imitação tecnológica do humano. Desde seus começos, mediados pelo século XX, o campo da inteligência artificial se deparou com esse problema, que gerou debates em torno de se as máquinas inteligentes deveriam tomar como modelo a inteligência humana, ou se só deveriam aspirar a imitar seus produtos. Paralelamente, a Robótica, cuja origem é marcada por um componente ficcional e especulativo, passou a se consolidar como uma disciplina científica com desenvolvimentos tecnológicos concretos que incorporam os produtos da Inteligência Artificial. Conseqüentemente, a Robótica também foi atravessada pela disjunção entre fazer robôs no estilo humano ou, pelo contrário, gerar seres técnicos que só realizavam as tarefas humanas. O desenvolvimento avançado da Robótica ampliou os problemas dos aspectos intelectuais à aparência dos corpos. Queremos apresentar aqui um histórico histórico desta articulação e trazer, de uma vez, um panorama atual deste problema, sobre todo o período da consolidação nos últimos anos de a Robótica Social. Acreditamos que esta subdisciplina nos oferece um ambiente privilegiado para analisar os debates em torno do problema filosófico da especificidade antropológica e sua replicação artificial por meio dos saberes técnicos contemporâneos.
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