Hiperstições para além do Afropessimismo o fim do negro e a tecnodiversidade afrofuturista
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Resumen
Este artigo analisa as relações entre afropessimismo, aceleracionismo negro e afrofuturismo, com a hipótese de que o corpo negro atua como vetor de dessubjetivação e reconfiguração ontológica. Inspirado por autores como Aria Dean, Kodwo Eshun e McKenzie Wark, argumenta-se que o afrofuturismo opera como hiperstição: uma prática especulativa que rompe com o tempo linear e projeta futuros radicais. Em vez de reivindicar o humano, propõe-se intensificar a negatividade como força tecnopolítica. Assim, a negritude se inscreve como potência inumana e transformadora diante do colapso do paradigma humanista e da tecnociência universal.
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