Un planeta, pero no solo - la ontología como compromiso
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Resumo
O Antropoceno exige que repensemos a Terra como uma entidade dinâmica e em disputa. A autora explora as tensões entre o colapso ecológico global – “um universal negativo” – e o imperativo de honrar as ontologias diversas dos povos extra-modernos. Criticando o universalismo colonial, ela defende, em vez disso, um pluriverso: um mundo em que coexistem múltiplos mundos através da interdependência. Em diálogo com a “virada ontológica” da antropologia, que revela realidades irredutíveis aos marcos ocidentais, somos instados a defender a possibilidade da solidariedade acima da mera tolerância. Este artigo, situado no interior das tensões contemporâneas entre o universalismo de Um-Mundo-Único e as Ontologias Múltiplas, convida-nos a repensar, através da noção de compromisso, os fundamentos políticos, científicos e éticos da nossa época – antes que as fraturas do Antropoceno se tornem irreversíveis. [tradução pessoal da apresentação do texto em Les Temps qui restent, 5, Primavera (abril-junho) 2025] #antropologia, #cosmopolítica, #compromisso, #universalismo, #ontologia, #descolonial.
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