Traduzir o léxico vernacular da literatura pós-colonial portuguesa. Reenquadramento e estratégias paratextuais nas traduções do Caderno de Memórias Coloniais, de Isabel Figueiredo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/belasinfieis.v14.n1.2025.58664

Palavras-chave:

Literatura portuguesa contemporânea. Traduções pós-coloniais. Vocabulário vernacular. Reenquadramento cultural. Ferramentas paratextuais.

Resumo

Nas obras pós-coloniais da literatura portuguesa, o uso de termos vernaculares é um elemento-chave em um dispositivo ficcional marcado por seu caráter híbrido. Caderno de Memórias Coloniais, romance autobiográfico de autoria de Isabela Figueiredo publicado em Portugal em 2015, apresenta um relato comovente da época colonial, alicerçado no entrelaçamento do ponto de vista de uma menina branca em Moçambique e da visão crítica de uma mulher adulta em Portugal sobre o passado traumático. Nas traduções de Caderno de Memórias Coloniais, a forma como essa reformulação cultural é realizada é um elemento decisivo na materialização do significado da obra, na medida em que revela múltiplas estratégias paratextuais destinadas a transpor essa realidade africana onipresente para o enredo. Com base num corpus composto por duas traduções para o espanhol e uma para o francês do livro de Figueiredo, comentaremos as variações linguísticas e as diferentes escolhas dos tradutores em relação a esta dimensão vernacular, com o objetivo de destacar tanto a natureza engajada como coletiva do ato de traduzir.

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Publicado

29-12-2025

Como Citar

CAMMAERT, Felipe. Traduzir o léxico vernacular da literatura pós-colonial portuguesa. Reenquadramento e estratégias paratextuais nas traduções do Caderno de Memórias Coloniais, de Isabel Figueiredo. Belas Infiéis, Brasília, Brasil, v. 14, n. 1, p. 01–20, 2025. DOI: 10.26512/belasinfieis.v14.n1.2025.58664. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/belasinfieis/article/view/58664. Acesso em: 1 jan. 2026.

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