Inclusão digital e usuários com deficiência visual no DF: estudo de acessibilidade na sociedade da informação

Autores

  • Maria das Graças Pimentel Universidade de Brasília - UnB

Palavras-chave:

Acessibilidade;, Ambientes digitais;, Ciência da informação;, Deficiência visual;, Educação;, Exclusão social;, Inclusão digital;, Políticas públicas;, Sociedade da informação;, Tecnologia assistiva

Resumo

No mundo das tecnologias da informação e da comunicação - TIC, não é possível mais admitir a idéia de que as pessoas com deficiências devem ser consideradas, como em outros tempos, objetos das políticas de assistência social. Hoje, graças às mudanças tecnológicas verificadas nas últimas duas décadas, particularmente no que dizem respeito à crescente globalização da economia e das atividades humanas, as pessoas começam a ser vistas como seres humanos que devem exercer todo o espectro de direitos civis, políticos, sociais, culturais e econômicos. A presente investigação apresenta um estudo de usuários que são deficientes visuais e freqüentam os ambientes digitais do Distrito Federal. O objetivo dessa pesquisa é identificar e analisar políticas que orientam programas de acessibilidade nesses ambientes que oferecem serviços de informação. O estudo tem a intenção de identificar como programas e políticas públicas de inclusão digital podem contribuir para redução da exclusão social para esse segmento. Procura-se centrar a questão da inclusão digital em conjunto com os principais fatores: a disponibilização da tecnologia e a abordagem educacional voltada para a atuação do educador/multiplicador capaz de preparar o indivíduo para apropriar-se das tecnologias da comunicação. Tem como foco ainda, pontuar as principais questões norteadoras desse debate principalmente no que diz respeito aos aspectos da inclusão e exclusão digital; a dimensão tecnológica; suas interfaces com o mundo globalizado em torno do papel da informação e do conhecimento nos dias de hoje, principalmente no que se refere à elevação da qualidade de vida e da dignidade da pessoa com deficiência visual, a partir da efetiva garantia de acesso à informação e à aprendizagem. Espera-se que os resultados desse estudo possam apontar para uma reflexão científica que converge para o campo da Ciência da Informação, onde a oposição entre inclusão e exclusão social possa ser mais bem observada para validar a eficácia dos programas e projetos de acessibilidade existentes. Os resultados obtidos revelaram que: os programas de inclusão digital para deficientes visuais no Distrito Federal vêm passando por um processo de desenvolvimento e enfrentam os desafios oriundos das transformações sócioculturais e se esforçam para incorporar o novo papel que lhes cabe na transferência de conhecimentos e informações para incluir esses usuários na sociedade da informação; as desigualdades sociais tem sido um fator determinante quanto ao uso e acesso dos meios de comunicação digital, dificultando a interatividade dos usuários com as novas tecnologias de informação. Conclui que há necessidade de estabelecer políticas públicas para fortalecer os mecanismos de acesso de informação digital para deficientes visuais e promover a inclusão social e digital como forma de diminuir as desigualdades e barreiras existentes.

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Biografia do Autor

Maria das Graças Pimentel, Universidade de Brasília - UnB

Possui doutorado e mestrado em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília. É graduada em Pedagogia com especialidade em Orientação Educacional (Universidade Católica de Brasília). É pós-graduada em Administração Escolar (Universidade Católica de Brasília); Neuropedagogia Educacional (Faculdade Phenix de Ciências Humanas e Sociais do Brasil - GO); Gestão e Políticas Públicas de Cultura - Produção Cultural (Universidade de Brasília). Tem formação em Psicanálise Clínica pelo Instituto Kalile de Desenvolvimento Humano e Pesquisa Brasília/DF. Atuou por 30 anos na área educacional e informacional exercendo diversas funções tais como: Orientadora Educacional da Secretaria de Estado de Educação do DF; diretora da Diretoria de Bibliotecas Públicas do Distrito Federal onde coordenou trabalhos na área de bibliotecas e leitura; diretora da Biblioteca Pública de Ceilândia; diretora de escolas da rede pública do Distrito Federal. Atuou em vários projetos culturais como Tenda da Leitura, Escritor no Meio da Gente, Dinamização de Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares. Participou da elaboração, organização e coordenação da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília e Feira do Livro de Brasília. É coautora de dois cadernos desenvolvidos para o Ministério da Educação/Profuncionário intitulados Biblioteca Escolar e Oficinas Culturais. Em 2012 e 2013 estes cadernos foram revisados para a rede e-Tec Brasil em parceria com o Ministério da Educação e a Universidade Federal de Mato Grosso, para ofertar ensino técnico público na modalidade à distância.

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Como Citar

Pimentel, M. das G. (2015). Inclusão digital e usuários com deficiência visual no DF: estudo de acessibilidade na sociedade da informação. Revista Ibero-Americana De Ciência Da Informação, 8(2), 257–258. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/RICI/article/view/2085

Edição

Seção

Resumo de teses e dissertações

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