Para um paradigma holístico e cosmopolita

Desenvolvimento sustentável no antropoceno

  • Luis Alberto Padilla Menéndez Universidad Rafael Landívar
Palavras-chave: Agenda 2030, Antropoceno, Mudança climática, Cooperação internacional, Desenvolvimento sustentável

Resumo

Neste artigo, destaca-se o fato que o desenvolvimento sustentável pode ser considerado como um novo paradigma das ciências sociais na medida que o mesmo busca integrar – de maneira holística – conhecimentos de origem  multidisciplinar, isto é, provenientes  tanto das  ciências sociais como das ciências naturais, dado para que os processos de desenvolvimento sejam sustentáveis no longo prazo se requer tomar em consideração tanto os fatores técnicos e econômicos que incidem no mesmo como a dinâmica social e a ação do governo – as políticas públicas – que deve-se preocupar pela  preservação dos  ecossistemas naturais  a fim de dar-lhe sustentabilidade ao processo. Ademais, faz-se uma crítica ao paradigma econômico dominante – que até agora tem posto obstáculos ao desenvolvimento sustentável em todo mundo – sobre a base que a nova época geológica do Antropoceno requer de um novo modelo cultural de governo democrático para poder mitigar os devastadores efeitos da mudança climática e se adaptar melhor às novas condiciones meio ambientais. Um pensamento democrático e cosmopolita (que se preocupa pelo que acontece no planeta inteiro) é indispensável para que a cooperação internacional seja melhor coordenada e efetiva facilitando o cumprimento das obrigações de cada Estado em matéria de direitos econômicos, sociais e culturais todo isso no marco da Agenda 2030 e a realização dos compromissos de desenvolvimento sustentável (ODS).

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Publicado
2019-06-30
Como Citar
Padilla MenéndezL. A. (2019). Para um paradigma holístico e cosmopolita. Revista Do CEAM, 5(1), 74-98. https://doi.org/10.5281/zenodo.3251484