Caminhos ancestrais de São Paulo, movimento na formação de uma metrópole periférica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/patryter.v9i17.59992

Palavras-chave:

caminhos; movimento; formação socioterritorial; grupos populares; periferias.

Resumo

Este artigo investiga o papel dos caminhos ancestrais na formação socioterritorial de São Paulo. A pesquisa fundamenta-se na compreensão da indissociabilidade entre o espaço geográfico e o tempo histórico, analisando esse movimento especialmente em relação aos grupos populares. Verificou-se que os caminhos ancestrais indígenas foram cruciais para a expansão territorial paulistana, sendo posteriormente apropriados pelas bandeiras, ferrovias e rodovias. No entanto, essa modernização se mostrou incompleta e contraditória, baseada na exploração, no apagamento e na segregação de populações indígenas, negras e de migrantes nordestinos. Esse processo resultou na consolidação de uma lógica centro-periferia que, ao impor a lentidão e a imobilidade relativa periférica, ao mesmo tempo transformou as periferias em lócus de resistência cultural e social, um campo fértil para o surgimento de um novo período popular da história.

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Biografia do Autor

Ricardo Barbosa da Silva, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, Zona Leste, Sao Paulo

Professor doutor da UNIFESP, Instituto das Cidades

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Publicado

25-11-2025

Como Citar

Silva, R. B. da. (2025). Caminhos ancestrais de São Paulo, movimento na formação de uma metrópole periférica . PatryTer, 9(17), 01–21. https://doi.org/10.26512/patryter.v9i17.59992

Edição

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Artigos