Patrimonialização global e mercantilização da cultura em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26512/patryter.v9i17.54564Palavras-chave:
núcleo histórico; espaço urbano; mercado; turismo; Caminho Tronco.Resumo
A patrimonialização global de núcleos históricos gera a mercantilização de seus bens culturais, fomentando novas formas de produção do espaço e dinâmicas socioespaciais. É o caso de Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, com confluências no Caminho Tronco – rota de origem do tecido urbano, onde encontram-se suas principais igrejas. Com o objetivo de demonstrar evidências na rota,resultantes do processo de mercantilização cultural na área, adotou-se metodologia de revisão de literatura, vistoria walkthrough e entrevista semiestruturada com turistas e moradores. Como resultados, constatou-se que, junto ao poder público, o mercado concentra os investimentos nas porções centrais do território e induz os turistas para as áreas nobres, em um processo excludente e monopolista que mantém os benefícios econômicos nas mãos de uma minoria, atenua a relação da sociedade com seus espaços de referência e distorce a percepção histórico-cultural do Caminho Tronco.
Downloads
Referências
Brito Bueno, F. (2017). Entre o Sagrado e o Profano: aspectos da Paisagem Cultural de Ouro Preto. In: Anais do XVII ENANPUR. São Paulo, Brasil, ENANPUR.
Castriota, L. (2007). Intervenções sobre o patrimônio urbano: modelos e perspectivas. Fórum Patrimônio: ambiente construído e patrimônio sustentável, 1(1), 9-31.
Cifelli, G. (2005). Turismo, patrimônio e novas territorialidades em Ouro Preto–MG. (Dissertação de Mestrado em Geografia). Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
Costa, E. (2008). Refuncionalização de Patrimônio cultural e a nova racionalidade da organização sócio-espacial em núcleos urbanos tombados. Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, 6(2), 53-73. https://periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/estgeo/article/view/496
Costa, E. (2011). Totalidade urbana e totalidade-mundo. As cidades coloniais barrocas face à patrimonialização global. (Tese de Doutorado em Geografia). Universidade de São Paulo, São Paulo.
Lima, K. (2015). Ouro Preto: da cidade-memória à cidade-monumento (1897-1937). (Tese de Doutorado em História). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Rezende, E. (2018). A produção do espaço no centro histórico de Ouro Preto: processo de esvaziamento residencial e as práticas entre o percebido e o vivido. (Dissertação de Mestrado em Arquitetura). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Fonseca, C. (2011). Arraiais e vilas d'el rei: espaço e poder nas Minas setecentistas. Belo Horizonte, Brasil, Editora da Universidade Federal de Minas Gerais.
Guimarães, C. & Alves, M. (2022). Ouro Preto, materialidades e espacialidades de sua paisagem. Cadernos do Arquivo Municipal, 2(17), 109-128. .https://doi.org/10.4000/arquivomunicipal.471
Harvey, D. (2005). A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume.
Harvey, D. (2012). O direito à cidade. Lutas sociais, (29), 73-89. https://doi.org/10.23925/ls.v0i29.18497.
Marx, K. (2015). O Capital. Livro 1. São Paulo: Boitempo Editorial.
Paes-luchiari, M. (2010). Centros históricos - Mercantilização e territorialidades do patrimônio cultural urbano. GEOgraphia, 2(14), 43-58. https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2005.v7i14.a13490
Paes, M. (2009). Patrimônio cultural, turismo e identidades territoriais: um olhar geográfico. In R. Bartholo, D. Sansolo & I. Bursztyn (Ed.). Turismo de base comunitária–diversidade de olhares e experiências brasileiras. (pp. 162-176). Rio de Janeiro: Letra e Imagem.
Santos, M. (2004). A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo, Brasil, Editora da Universidade de São Paulo.
Santos, M. (2022). Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
Vasconcellos, S. (1977). Vila Rica: formação e desenvolvimento, residências. São Paulo: Perspectiva.
ICOMOS, Conselho Internacional de Monumento e Sitíos. (1964). Carta de Veneza. Veneza, novembro de 1964.
Villaschi, J. (2014). Hermenêutica do patrimônio e apropriação do território em Ouro Preto-MG. (Tese de Doutorado em Geografia). Universidade de São Paulo, São Paulo.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 PatryTer

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Informamos que a Revista Patryter está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDer
Autores que publicam na Revista PatryTer concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDer
- A contribuição é original e inédita, não está sendo avaliada para publicação por outra revista. Quando da submissão do artigo, os(as) autores(as) devem anexar como documento suplementar uma Carta dirigida ao Editor da PatryTer, indicando os méritos acadêmicos do trabalho submetido [relevância, originalidade e origem do artigo, ou seja, oriundo de que tipo de investigação]. Essa carta deve ser assinada por todos(as) os(as) autores(as).
- Autores autorizam a Revista PatryTer a veicular o artigo em bases de dados públicas e privadas, no Brasil e no exterior.
- Autores declaram que são integralmente responsáveis pela totalidade do conteúdo da contribuição que ora submetem ao Conselho Editorial da Revista PatryTer.
- Autores declaram que não há conflito de interesse que possa interferir na imparcialidade dos trabalhos científicos apresentados ao Conselho Editorial da Revista PatryTer.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não- exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
