Tecnicidade científica, inteligência artificial e o exercício da filosofia
DOI:
https://doi.org/10.26512/rfmc.v13i2.57650Palavras-chave:
Tecnicidade científica. Tecnologia. Filosofia. Inteligência artificial.Resumo
Como a filosofia pode exercer suas funções, utilizando os recursos da inteligência artificial (IA), sem se desintegrar nos vários procedimentos tecnológicos de informação, e sem se tornar uma filosofia padronizada, informativa, científica e amorfa? Refletiremos sobre essa problemática a partir dos conceitos heideggerianos de antecipação e de tecnicidade científica. Nossa hipótese é que na tecnicidade científica o caráter de antecipação se transfigura nos caráteres de previsibilidade, homogeneização e padronização do conhecimento. Nesta perspectiva, nosso objetivo é mostrar como podemos conceber, filosoficamente, o comportamento dos algoritmos, que subjazem a operacionalidade da internet, da IA e das redes sociais na tecnologia contemporânea, com a finalidade de discutirmos como a filosofia pode partilhar de uma complementaridade com os algoritmos e usar de forma criativa a IA, para pensar suas questões de modo inovador.
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