Nietzsche contra Schopenhauer? A reavaliação nietzschiana do valor metafísico da música

Autores

  • Maria João Mayer Branco Instituto de Filosofia, Universidade Nova de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.26512/rfmc.v4i1.12529

Palavras-chave:

Música, Ritmo, Apolíneo, Dionisíaco, Wagner

Resumo

O presente artigo explora as concepções schopenhaueriana e nietzschiana da música e as suas consequências para a reflexão filosófica de Schopenhauer e Nietzsche acerca desta arte. Começando por identificar algumas contradições na ‘metafísica da música’ de Schopenhauer procura-se, num segundo momento, confrontá-las com as ideias de Nietzsche sobre a importância filosófica desta arte e mostrar em que medida Nietzsche se inspirou e se afastou da estética musical de Schopenhauer. Em particular, procurar-se-á mostrar o modo como Nietzsche retoma e resolve as ambivalências da análise schopenhaueriana das noções de ritmo e plasticidade através das críticas que faz à leitura wagneriana da metafísica schopenhaueriana da música e que contribuem para a sua compreensão não só desta arte, mas também da filosofia.

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Biografia do Autor

Maria João Mayer Branco, Instituto de Filosofia, Universidade Nova de Lisboa

Post-Doc researcher at the Instituto de Filosofia da Nova (Lisbon, Portugal). She studied at the Universidade Nova de Lisboa and at the Università degli Studi di Pisa and worked extensively on Nietzsche and Aesthetics. Between 2003 and 2011 she was invited professor in the art school Ar.Co ”“ Centro de Arte e Comunicação Visual (Lisbon) and between 2012 and 2015 she taught at the Philosophy Department of the Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL). Since 2013 she teaches Aesthetics at the PhD program Artistic Studies - Art and Mediations (FCSH-UNL). She has participated in the research projects “The Plurality of the Subject in Nietzsche and Pessoa” (EXPL/MHC-FIL/1514/2013), “Nietzsche and the Contemporary Debate on the Self” (PTDC/ FIL-FIL/ 111444/2009) and “Testo, extratesto, interpretazione. Prosecuzione dell'edizione critica delle opere edite e inedite di Schopenhauer e Nietzsche (lasciti, opere, carteggi)” (Ministero Italiano dell’Università e Ricerca). She is a member of the Nietzsche International Lab, the Seminario Permanente Nietzscheano ”“ Centro Interdipartimentale Colli-Montinari di Studi su Nietzsche e la Cultura Europea (Università di Pisa, Lecce, Padova, Firenze) and the GIRN (Groupe International de Recherches sur Nietzsche). She has published several articles in international journals and co-edited the volumes Nietzsche on Instinct and Language (de Gruyter, 2011), As the Spider Spins: Essays on Nietzsche’s Critique and Use of Language (de Gruyter, 2012), Sujeito, décadence e arte. Nietzsche e a modernidade (Tinta-da-China, 2014), Nietzsche and the Problem of Subjectivity (Walter de Gruyter, 2015) and Nietzsche and Kant on Aesthetics and Anthropology (Bloomsbury, 2016, forthcoming). Since 2007 she has also written extensively about art exhibitions and contemporary Portuguese artists such as Rui Chafes, Júlio Pomar, Marta Wengorovius, Catarina Botelho, Julião Sarmento, Francisca Carvalho, Rui Sanches, Jorge Nesbitt or Miguel Ângelo Rocha.

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Publicado

2016-11-24

Como Citar

BRANCO, M. J. M. Nietzsche contra Schopenhauer? A reavaliação nietzschiana do valor metafísico da música. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 06–18, 2016. DOI: 10.26512/rfmc.v4i1.12529. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/fmc/article/view/12529. Acesso em: 16 out. 2021.