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Chamada de artigos - Dossiê "O governo dos algoritmos: a morte da política?" (submissões até 30 de setembro de 2020)

2020-04-18

O governo dos algoritmos: a morte da política?

A Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea convida pesquisadoras e pesquisadores a submeter artigos para o dossiê “O governo dos algoritmos: a morte da política?”, a ser publicado em dezembro de 2020.

É inegável que a internet, os dispositivos móveis e as plataformas digitais provocaram uma verdadeira revolução no modo como produzimos, fazemos circular e recebemos informações. As mudanças são de tal ordem que é comum se falar em uma inédita ciberculura e em um novo modo de vida digital no seio de uma nascente sociedade da informação. Essas transformações trazem, contudo, novos problemas e desafios, sendo preciso avaliar criticamente o mundo que se avizinha, que está longe de ser simplesmente uma utopia enfim realizada. Nesse contexto, convém refletir também sobre o futuro da política em diversas de suas dimensões, tocando em temas como a deformação da esfera pública, a crise institucional, os retrocessos sociais e o desmoronamento das democracias liberais.

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v. 7 n. 3 (2019): Dossiê “A Ideia de Universidade Pública e os Desafios Atuais da Formação em Filosofia”

Em tempos de redefinição do lugar social da formação superior, não surpreende que a filosofia seja, talvez, a disciplina mais exposta a dúvidas quanto a sua legitimidade epistemológica e pedagógica. De fato, se a inquietude da autorreflexão é, desde sempre, uma característica de toda ciência humana, a filosofia sem dúvida se destaca pela radical incerteza ou pluralidade de interpretações que paira sobre seu estatuto, método, objeto, sua relação com a história, e sobre sua própria existência enquanto esfera específica do conhecimento. Apenas “normal”, portanto, que ela tenha sido alçada de repente ao centro do debate.

As perguntas não são novas. Tampouco são um marco invariante, independente de transformações históricas e sociais. De fato, podemos encontrar problemas análogos – ou “afinidades arquitetônicas” – certamente em debates filosóficos que se pode colher no apogeu do florescimento universitário de língua árabe dos séculos IX, X, XI, ou também em sua recepção escolástico-cristã ao longo dos séculos seguintes, quando, e não por acidente, assentava raízes o próprio sistema universitário católico-europeu. Mas, desde o Iluminismo em particular, à medida que o sistema da formação universitária se fixava cada vez mais em uma justaposição de saberes setoriais, opunha-se à ideia clássica da philosophia perennis – ciência atemporal de objetos atemporais – a concepção de um certo “ponto de vista do todo”, desprovido de um objeto próprio, mas porta-voz da destinação humana e socialmente emancipatória da cultura. Com isso, a história – tanto sua própria história quanto a contingência histórica e seu potencial a cada vez irrealizado – entrou na filosofia como questão de método. Os dilemas da filosofia, seus objetos teóricos, encontraram, assim, sua contraparte real-efetiva, e se fizeram, com ou sem o expresso propósito ou consciência de causa, “traduções” a partir do, e em direção ao, mundo das instituições sociais.

Publicado: 2020-01-26

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Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea (RFMC) é um periódico eletrônico de livre acesso, publicado desde 2013 pelo Departamento de Filosofia (FIL) e pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia (PPGFIL) da Universidade de Brasília (UnB), com frequência quadrimestral. A RFMC visa publicar artigos acadêmicos originais de todos os campos de investigação filosófica, centrados na interpretação dos pressupostos e desdobramentos da tradição moderna, e nos debates atuais da filosofia. Neste sentido, são bem-vindos estudos em história da filosofia, bem como artigos sobre discussões filosóficas em curso na contemporaneidade, vinculadas a correntes continentais, analíticas,  não-ocidentais, ou a perspectivas comparativas. Também são publicadas resenhas de livros de filosofia, e traduções de artigos ou ensaios de notória relevância filosófica. Os artigos são submetidos à avaliação cega de dois pareceristas. São aceitas apenas contribuições de doutores e/ou mestres, redigidos em português, espanhol, inglês, francês, italiano ou alemão. 

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