Interesses e idéias em políticas participativas: reflexões a partir dos comitês de bacia hidrográfica e os orçamentos participativos

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Rebecca Abers

Resumo

Este artigo analisa políticas participativas criadas pelo Estado sob a perspectiva da “autoridade”, isto é, a capacidade de novos fóruns decisórios de solucionar problemas, fazer valer decisões e ter
impacto no mundo externo. A partir do exemplo de dois tipos de políticas participativas ”“ comitês de bacia hidrográfica e orçamentos participativos ”“, argumenta-se que a construção da autoridade é mais provável nos casos em que tanto atores de Estado quanto da sociedade percebem que o novo processo decisório pode beneficiar seus interesses. De um lado, o artigo mostra como os atores envolvidos em experiências bem-sucedidas formulam políticas participativas em torno de interesses compartilhados. De outro lado, são examinados os fatores cognitivos que facilitam ou, ao contrário, dificultam a identificação de tais interesses. Mostra-se, ainda, que idéias técnicas, tais como os modelos de participação, podem ajudar os atores a perceber a criação de fóruns participativos como sendo de seu próprio interesse; entretanto, quando esses modelos são seguidos cegamente, eles podem tornar-se “cadeados cognitivos”, dificultando assim a capacidade de adaptar idéias às condições locais.

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Como Citar
Abers, R. (2011). Interesses e idéias em políticas participativas:: reflexões a partir dos comitês de bacia hidrográfica e os orçamentos participativos. Sociedade E Estado, 18(1-2). Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5030
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Rebecca Abers

Pesquisadora Associada do Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas, Universidade de
Brasília

 

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