REURB REURB-POP: assessoria sociotécnica em projetos urbanos e periurbanos participativos mais sustentáveis – Laboratório Periférico UnB
DOI:
https://doi.org/10.26512/2238-6963202656896Palavras-chave:
Urbanismo Participativo Regularização Fundiária Assessoria SociotecnicaResumo
Trata-se de um projeto de extensão do Laboratório Periférico no âmbito da disciplina “Projeto de Urbanismo 1”, da “Residência CTS" e do “Periferia Viva”, com enfoque no território Dorothy Stang, Sobradinho/DF. Teve como objetivo atender demandas de assessoria sociotécnica em projetos urbanos e periurbanos participativos mais sustentáveis para contribuir no processo de regularização fundiária social, REURB-S. Se justifica pela contribuição que têm trazido para os territórios informais, a atuação do Periférico no território foi um fator crucial para a produção de documentos necessários à inclusão do Dorothy Stang no PLC 77/2021 como ARIS. A metodologia aplicada parte das demandas levantadas e da análise das dimensões da sustentabilidade, segue na sistematização de padrões espaciais e de acontecimentos para estabelecer uma linguagem com a comunidade na realização de oficinas para a criação de mapas afetivos, se consolida na construção de cenários possíveis e propostas de projeto, e finaliza na posse do projeto pela comunidade. Dentro da disciplina de urbanismo, os estudantes seguiram a metodologia por meio de 4 exercícios que resultaram em 8 projetos que buscaram trazer a realidade da comunidade, a inserção de áreas verdes e de convivência e a sensibilidade com o existente. Dessas propostas surgiu o projeto síntese de urbanismo participativo do Programa Periferia Viva/Residência CTS/UnB com recomendações que focaram em parques urbanos, infraestrutura verde, SbN’s, hortas comunitárias, equipamentos públicos, ruas compartilhadas, fornecimento de infraestrutura básica, endereçamento afetivo e arte urbana. O REURB-POP evidencia sua importância ao direcionar a atenção do governo para comunidades marginalizadas, promovendo a valorização das trocas de experiências entre acadêmicos e comunidades, bem como o uso de uma metodologia participativa. Pretende-se auxiliar na conclusão das etapas necessárias para a regularização fundiária da ARIS Dorothy Stang, avançar no endereçamento e finalizar o projeto de urbanismo.
Downloads
Referências
ALEXANDER, Christopher; ISHIKAWA, Sara; SILVERSTEIN, Murray. A Pattern Language: Towns, Buildings, Construction. New York: Oxford University Press, 1977.
ANDRADE, L. M. S. Conexão dos padrões espaciais dos ecossistemas urbanos: a construção de um método com enfoque transdisciplinar para o processo de desenho urbano sensível à água no nível da comunidade e da paisa-gem. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, UnB, Brasília/DF, 2014.
ANDRADE, L. M. S. Periférico, trabalhos emergentes: participação social na elaboração de projetos de arquite-tura e urbanismo nos TFGs da FAU/UnB. In: XVII ENANPUR: Desenvolvimento, Crise e Resistência: Quais os caminhos do planejamento urbano e regional, Sessão temática 11: A extensão universitária – perspectiva de atuação social e pedagógica, São Paulo, 2017.
ANDRADE, Liza M. S.; LEMOS, Natalia S. Qualidade de projeto urbanístico: sustentabilidade e qualidade da forma urbana. In: AMORIM, C. N. D. et al. (org.) Avaliação da qualidade da habitação de interesse social: pro-jetos arquitetônicos e urbanísticos e qualidade urbanística. Brasília, DF: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, UnB, 2015. Cap. 1, p. 18-97.
ANDRADE, L. M. S. de.; LEMOS, N. da S.; LOUREIRO, V. R. T.; COSTA, Á. S. B. N. Urbanismo participativo na produção do espaço em Brasília como forma de resistência: o caso do processo de regularização fundiária da ocupação Dorothy Stang. Revista Indisciplinar, Belo Horizonte, v. 4, n. 1, p. 108-137, set. 2018.
BRASIL. Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017. Dispõe sobre a regularização fundiária rural e urbana, sobre a liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária e sobre a regularização fundiária no âmbito da Amazônia Legal; institui mecanismos para aprimorar a eficiência dos procedimentos de alienação de imóveis da União; altera diversas leis e decretos; e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 12 jul. 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13465.htm. Acesso em 11 de janeiro de 2025.
FREIRE, Nita; OLIVEIRA, Walter Ferreira de Oliveira. Paulo Freire: Pedagogia da Solidariedade. Rio de Janei-ro: Editora Paz e Terra, 2009.
LEFEBVRE, H. Prefácio: a produção do espaço. Revista Estudos Avançados, São Paulo, v. 27, n. 79, p. 123-132, out. 2013.
LEI COMPLEMENTAR nº 803/2009 – PDOT-2009 – Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. Disponível em: http://www.pdot.seduh.df.gov.br/ Acesso em 25 de setembro de 2019.
SANOFF, H. Community participation methods in design and planning. Revista Landscape and Urban Plan-ning, Nova York: John Wiley & Sons, Inc. 1999.
SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO URBANO E HABITAÇÃO. Cartilha de Regularização Fundiária Urbana. Disponível em: https://portaldaregularizacao.seduh.df.gov.br/docs/CARTILHAS%20DE%20REGULARIZA%C3%87%C3%83O.pdf. Acesso em 11 de janeiro de 2025.
SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO URBANO E HABITAÇÃO. Mapa de Regularização. Dis-ponível em: https://portaldaregularizacao.seduh.df.gov.br/mapa-regularizacao. Acesso em 11 de janeiro de 2025.
SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO URBANO E HABITAÇÃO. Projeto de Lei Complementar da Regularização Fundiária Urbana (Reurb). Disponível em: https://www.seduh.df.gov.br/projeto-de-lei-complementar-da-regularizacao-fundiaria-urbana-reurb/. Acesso em 11 de janeiro de 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Participação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A Participação adota a Licença Creative Commons CC BY-NC-ND 4.0 (Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International) em todos os trabalhos publicados, de tal forma que são permitidos não só o acesso e download gratuitos, como também o compartilhamento, desde que sem fins lucrativos e reconhecida a autoria.
As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade. No entanto, a revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos(às) autores(as), quando necessário.